Na Argentina, oposição assina acordo financeiro
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quarta-feira, 14 de novembro de 2001
Agência Estado<br>De Buenos Aires 
Um grupo de governadores do Partido Justicialista (peronista) cedeu às pressões dos mercados e aos apertos econômicos respectivos e assinou ontem o acordo financeiro com o governo do presidente Fernando De la Rúa. O anúncio de que haviam assinado as províncias de Jujuy, Formosa, Misiones e Tucumán, foi feito pelo ministro da Economia, Domingo Cavallo.
O ministro Cavallo disse que espera que nos próximos dias o restante dos governadores peronistas assinará o acordo. Na lista dos que ainda não assinaram estão os governadores das principais províncias do país, como Buenos Aires, Córdoba e Santa Fé.
O chefe do gabinete de ministros, Chrystian Colombo, reuniu-se com os governadores ''rebeledes'' para tentar chegar a um acordo. Segundo Colombo, a assinatura poderia ser feita ainda esta semana.
Em troca, as províncias receberão a ajuda do governo federal para refinanciar suas dívidas com um grupo de bancos, com taxas de juros de 7% ou a taxa Libor mais 300 pontos básicos. Atualmente, a maioria das províncias possui bônus com taxas em média de 11%, embora existam casos de taxas superiores a 20%.
Cavallo também anunciou que na sexta-feira serão divulgados os detalhes dos contratos que serão assinados pelos investidores que queiram participar da operação de reestruturação da dívida pública.
O ministro também negou os rumores que circularam nesta terça-feira sobre sua renúncia. Os boatos surgiram depois que foi divulgada a renúncia da ministra da Seguridade Social, Patricia Bullrich, uma aliada tática de Cavallo, causada por brigas internas do governo. A Bolsa de Buenos Aires fechou em queda de 1,11%. A taxa de risco do país continuou subindo, e passou de 2.504 pontos para 2.551 pontos.
No Brasil O dólar comercial foi vendido no Brasil ontem a R$ 2,5220, em baixa de 1,18%. Durante todo o dia, a moeda americana oscilou 1,07% em terreno negativo, entre a mínima de R$ 2,5130 (-1,53%) e a máxima de R$ 2,54 (-0,47%). A Bovespa subiu 2,79%, fechando com giro engordado para R$ 832 milhões.


