Curitiba - Qualquer pessoa que queira ter um excedente de poupança deve procurar guardar pelo menos 15% de seus vencimentos. A regra vale para assalariados, empresários, profissionais liberais e até para crianças e adolescentes, que recebem mesada dos pais. O problema é que a maioria das pessoas, seja por falta de planejamento, mas principalmente necessidade financeira, não consegue chegar ao final do mês com dinheiro para algum tipo de aplicação.
Para os filhos que vivem de mesada, a situação é a mesma. Famílias de classe média para alta dão, em média, R$ 100,00 de mesada para cada filho. Alguns ainda têm cartão de crédito e a maioria recebe um extra para pagar a conta do celular. ''Meu conselho é que o jovem tente poupar 15% de sua renda bruta. Se ele fizer isso, independente do valor que receba, a possibilidade de ficar rico é muito alta'', diz Ricardo Humberto Rocha, administrador de empresas e especialista em economia.
Para ajudar os adolescentes a gerenciar a mesada e aprender a administrar seu dinheiro mais tarde, quando já estiver no mercado de trabalho, Rocha aliou seus 17 anos de atuação no mercado financeiro com os 25 anos de experência do jornalista e também economista Rodney Vergili para, juntos, lançar o livro ''Esticando a Mesada'' - Finanças para Jovens. O livro, na verdade, não dá nenhuma dica milagrosa de como conseguir ''esticar a mesada''. Mas ele explica, em linguagem simples, noções de economia, de mercado e aplicações financeiras para os jovens.
Até porque a maioria dos adolescentes não recebe o suficiente para iniciar em aplicações financeiras mais rentáveis, como fundos de renda variável ou mercado de ações. ''O dinheiro da mesada é limitado e as necessidades são infinitas. É preciso, portanto, priorizar o gasto da grana'', reconhece Vergili, que trabalha atualmente na Agência Estado.

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