Colônia O foco de febre aftosa encontrado no Mato Grosso do Sul, justamente o Estado líder na produção de bovinos no País, quase estragou a festa promovida pela indústria brasileira de carne na Anuga, a maior feira de produtos alimentícios do mundo, realizada em Colônia, na Alemanha. O presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abitec) e ex-ministro da Agricultura, Marcus Vinicius Pratini de Moraes, adotou a estratégia de manter a calma: ele entrou em contato com o Ministério da Agricultura e se certificou de que todas as ações para isolar a área afetada haviam sido tomadas.
''Todas as providências necessárias foram tomadas'', disse Pratini de Moraes, por meio da sua assessoria de imprensa. ''A Abitec entende que a situação está sob controle.'' A assessoria também afirmou que o novo foco de aftosa, embora não fosse a notícia ideal para os participantes da feira, não chegou a derrubar o humor dos participantes brasileiros os negócios (e a churrascaria) continuaram normalmente. Moraes marcou para hoje uma entrevista coletiva, na qual tratará do tema em detalhes.
Os exportadores de carne investiram alto na Anuga. Além de trazer 36 empresas, que representam 66 frigoríficos de todo o País, a Abitec montou uma churrascaria tipicamente brasileira: além da compra do espaço para o restaurante, bem no centro do pavilhão de carnes da feira, e do custo de trazer o produto do Brasil, até os mínimos detalhes foram calculados: um grupo de músicos gaúchos liderados por Renato Borghetti foi contratado para chamar a atenção do público estrangeiro.
A estratégia, pelo menos até ontem, funcionou: durante a maior parte do dia, havia fila para entrar na churrascaria, que servia o mais básico prato típico do sul do País: carne temperada com sal grosso. No domingo, houve até empurra-empurra na porta.

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