Mutuários temem que caso fique sem solução
Pessoas que compraram imóveis de condomínios da Iguaçu do Brasil estiveram ontem na sede do Ministério Público Estadual, em Londrina, para depor ao promotor de Defesa do Consumidor, Miguel Sogaiar. O sentimento comum a todos era de medo de perder o investimento feito nas residências.
O comerciante Eduardo Tomasetti não quis contar quanto pagou por uma casa para a filha, mas disse que foram as "economias de uma vida". Ele disse que percebeu atrasos na obra do condomínio Imperial Boulevard no fim do ano passado e procurou o proprietário da Iguaçu, Carlos Alberto Campos de Oliveira. "No fim de fevereiro, percebi que não tinha alvará na prefeitura e quis meu dinheiro de volta, mas não adiantou. Então resolvi fazer a denúncia", afirmou. Questionado se tem esperança de reaver o valor gasto, Tomasetti mostrou desânimo. "Nenhuma", respondeu.
Cansado de esperar por informações de corretores, o marceneiro Saulo Gonçalves disse que fez várias visitas à obra do Imperial da Hípica. "Mas se quem é comprador não sabe de nada, quem trabalha lá também não", afirmou. Porém, ele conta que os funcionários disseram que não há falta de material e que os salários não estão atrasados. Mesmo assim, a entrega do empreendimento, prevista para janeiro deste ano, está atrasada três meses. "A construção anda, a passos curtos, mas me preocupo com essas questões jurídicas", contou, antes de completar que o terreno da obra estaria hipotecado. (F.G.)





