A Comissão dos Mutuários do Sistema Financeiro da Habitação do Banestado/Itaú protocou ontem, no Ministério Público Federal, pedido para que o procurador da República em Londrina, Mário Ferreira Leite, analise um documento que o banco enviou para a casa dos mutuários com contratos assinados até 31 de dezembro de 87 cobertos pelo Fundo de Compensação sobre Variações Salariais (FCVS).
O documento, denominado de pré-análise de liquidação antecipada, pede ao mutuário que preencha os campos em branco, anexe vários documentos e o encaminhe à instituição. O que mais deixou a comissão preocupada é que junto segue um requerimento em que o mutuário se compromete a assumir o pagamento do saldo devedor residual caso ele não se enquadre nas normas para concessão do desconto de 100% da dívida. O coordenador geral da comissão, Adevanil Generoso, aconselha os mutuários a não assinar nada até que haja um parecer do procurador.
O diretor de relações institucionais do Banestado/Itaú, Aldous Galletti, disse que o banco só poderia se posicionar se tivesse em mãos a carta que o mutuário recebeu. A Folha enviou o material, via fax, mas o diretor informou que se tratava de um anexo que poderia ser de uma correspondência enviada ano passado (antes da privatização do banco), ou este ano. Mas, segundo ele, o interesse do banco é atender as pessoas que se enquadrem na norma que concede 100% de desconto do saldo devedor, como determina norma federal.

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