Uma comissão do Movimento dos Mutuários do Sistema Financeiro de Habitação do Banestado/Itaú entregou ontem, à gerência do banco em Londrina, uma proposta de anistia do saldo devedor de contratos assinados até o dia 31 de dezembro de 1987 e cobertos pelo Fundo de Compensação das Variações Salariais (FCVS). Em contrapartida ao perdão da dívida, os mutuários desistirão da ação pública e de ações particulares que movem contra a instituição financeira.
Segundo Adevanil Generoso, coordenador da comissão, os mutuários têm direito ao desconto de 100% sobre a dívida desde dezembro de 2000, quando o governo editou a Medida Provisória 10.150, criando o benefício. ''Nessa época, o Banestado foi vendido. O Itaú assumiu a direção e não anistiou as dívidas, apesar da lei'', informou ele.
O possível acordo entre banco e mutuários, de acordo com o coordenador da comissão, vai beneficiar 12 mil pessoas na região de Londrina. A Caixa Econômica Federal (Caixa) têm contratos na mesma situação e já anistiou a dívida de milhares de mutuários. ''A Caixa reconhece as distorções dos saldos devedores destes contratos. O Itaú deveria fazer a mesma coisa'', afirmou.
A assessoria de imprensa do Itaú confirmou que o banco recebeu o documento da associação e informou que o pedido será analisado pela Diretoria de Crédito Imobiliário da instituição.

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