Mutuários da Encol pedem redução de dívida do INSS
Arquivo FolhaO ministro Stephanes: audiênciaOs representantes da Associação Paranaense e Catarinense dos Clientes da Encol e da Associação Nacional têm reunião marcada hoje com o ministro da Previdência Social, Reinhold Stephanes. A audiência acontece em Brasília e vai servir para que os mutuários peçam ao ministro redução do valor da dívida que a construtora deixou junto ao INSS.
A Encol, empresa que entrou em concordata após lesar 42 mil pessoas, não recolhia as contribuições sociais para os funcionários, situação que a deixou inadimplente com a Previdência, em todo o País.
A Associação ainda não tem um cálculo preciso de quanto é a dívida da Encol com o INSS. Mas há uma estimativa que mostra um débito nacional aproximado de R$ 84 milhões. Com isso, cada um dos 42 mil clientes teria que pagar R$ 2 mil para o INSS quitar a dívida. As obras só podem ser retomadas após todos os impostos atrasados terem sido pagos.
Os clientes da Encol no Paraná e em Brasília já conseguiram desincorporar a Encol dos prédios, o que permite a eles recomeçar a fazer a obra com outra construtora responsável. A diretora da Associação Nacional dos Clientes da Encol, Maria Cristina Bergo, disse que eles não querem a isenção completa da dívida, mas um abatimento. Pedimos uma ajuda ao ministro para que nos dê um desconto, afirmou Maria Cristina. Ela disse que a reunião de hoje vai ser para pedir pelos clientes de todo o País.
Após a reunião com Reinhold Stephanes, os mutuários da Encol, que pertencem apenas à Associação Paranaense e Catarinense, vão pedir uma audiência com o prefeito de Curitiba, Cássio Taniguchi. Eles querem que o prefeito estude uma medida para reduzir a dívida do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), também não pago pela Encol. Com os impostos atrasados pagos, os mutuários têm esperanças de reiniciar a primeira obra dentro de um ou dois meses.





