Vânia Casado
De Curitiba
As obras de três edificios da Encol em Curitiba, que estavam paralisadas em função da falência da construtora, serão retomadas com os custos bancados pelos condôminos. A previsão é que em 50 meses os três edifícios estejam concluídos e entregues aos mutuários. A medida foi possível graças a uma reengenharia financeira adotada pelos condôminos, que contrataram uma construtora e uma administratora de consórcio imobiliário para administrar e garantir a lisura do empreendimento. As escrituras de constituição dos condomínios e de adesão ao consórcio foram assinadas ontem, em coquetel realizado entre os condomínios e as empresas que vão viabilizar a construção.
Serão retomadas as obras dos edifícios Joan Miró, que tem 33% das obras concluídas, do Siena Tower, com 14% de obras prontas e o Pamplona Tower, com 17% de obras feitas. O Joan Miró, com 30 condôminos, tem o custo total avaliado em R$ 2.112.000,00; o Siena Tower tem 78 condôminos e custo total de R$ 2.623.000,00, e o Pamplona Tower, com 78 condôminos e custo avaliado em R$ 2.618.000,00.
As obras serão retomadas com recursos próprios dos condôminos, que tiveram dificuldades em conseguir financiamento bancário e apoio do governo, disse o mutuário Leopoldo Salviano e um do articuladores da operação. O cálculo de recursos necessário para concluir as obras teve como base o saldo devedor dos mutuários, que vão continuar pagando o débito num prazo de 70 parcelas e corrigido pela CUB (valor do metro cúbico da construção), mais um adicional de 10% cobrado pela administradora. A receita gerada por esse pagamento será aplicada na construção dos três edifícios.
Para iniciar as obras o consórcio formado entre os condôminos, a administradora e a construtura decidiram antecipar as parcelas do saldo devedor, para formar um caixa inicial. Os recursos serão concentrados nas obras de apenas um prédio, no prazo de 12 meses. Depois disso, e com o caixa mais reforçado com o pagamento de todas as parcelas, será retomada a obra do segundo prédio e depois de 24 meses, do terceiro prédio. A concentração das obras evita o desperdício de gastos com a contratação de muitos trabalhadores e racionaliza os gastos, disse Wenceslau Vitulskis Filho, da Ademilar, administradora do consórcio.

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