BRASÍLIA - O governo resolveu promover um mutirão entre ministérios para colocar o Siscomex Importação em funcionamento. A Embratel está providenciando pelo menos mais mil linhas telefônicas de acesso ao sistema. Ministérios como o da Agricultura, do Exército e da Saúde, que são responsáveis pela emissão de autorização para importar produtos sensíveis, como medicamentos, armas e produtos agrícolas, foram convocados para uma reunião ontem na Casa Civil da Presidência da República, onde foi pedido que apressem as autorizações.
Essas foram as informações dadas ontem pelo secretário da Receita Federal, Everardo Maciel, a presidentes de sindicatos de despachantes dos estados. ‘‘Acho que, em 15 dias, estaremos sorrindo’’, disse o presidente da Federação dos Despachantes Aduaneiros, Roberto Bacil. ‘‘Achávamos que o sistema levaria de 90 a 120 dias para funcionar a contento, mas hoje, com 15 dias de Siscomex, vemos que a coisa está entrando rapidamente nos eixos’’.
Bacil e os demais presidentes de sindicatos saíram otimistas com as medidas anunciadas. As novas linhas da Embratel desafogarão o sistema e reduzirão o tempo de espera dos usuários para entrar no Siscomex. ‘‘Se as linhas não forem instaladas logo, o sistema se inviabiliza’’, disse Bacil. Uma vez instaladas, porém, desaparecerá a causa de grande parte das queixas ontem feitas sobre o sistema.
A fila de caminhões em Uruguaiana (RS) e Foz do Iguaçu diminuirá bastante se os ministérios conseguirem agilizar a anuência para importação de produtos sensíveis. Segundo o presidente do Sindicato dos Despachantes do Rio Grande do Sul, Erni Gama, é em função da demora de três a quatro dias da anuência que hoje, nos postos aduaneiros da fronteira, são liberados apenas 50% dos caminhões que chegam num mesmo dia. Antes do Siscomex, a média era de 80%. ‘‘Antes do final do mês, a operação estará normal’’, garante ele.

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