Mutirão na Justiça para mutuários inadimplentes
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sábado, 13 de junho de 2009
Eli Araujo<br> Reportagem Local 
A Associação Nacional dos Mutuários quer realizar mutirões na Justiça Federal em Londrina para fazer acordos entre os agentes financeiros e compradores de imóveis que tenham algum tipo de problema com financiamento. A informação é do presidente da representação regional da entidade no Paraná, Luiz Alberto Copetti, que se reuniu com o coordenador financeiro da entidade em Londrina, Erivelto Rodrigues, na sexta-feira à tarde.
Copetti diz que a associação tem 500 mutuários cadastrados em Londrina e, destes, cerca de 60 teriam algum tipo de problema com o agente financeiro. O objetivo da associação é realizar os mutirões na Justiça para resolver os impasses. As datas ainda serão agendadas. Embora não haja nada que impeça, a entidade sugere que os mutuários não façam negociação direta com os bancos e procurem antes a ajuda da associação. Tem muitos casos que o banco arrematou o imóvel porque a pessoa deixou de pagar três ou quatro prestações, e quando vai acertar as contas, o banco quer tudo ou nada.
Os casos mais comuns são de contratos efetuados antes de 1994 e que ficam com resíduos após o término do prazo de financiamento. Isto acontece por causa da hiperinflação registrada no País nos primeiros anos de contrato. O presidente regional da associação lembra que na época a dívida do mutuário só aumentava, mesmo com os pagamentos sendo efetuados com regularidade. O que houve foi um desequilíbrio; muitas vezes, o resíduo era três, quatro ou cinco vezes maior que o valor do imóvel no mercado, o que gerava uma amortização negativa no contrato.
Copetti cita um exemplo bem-sucedido de negociação entre um mutuário de Maringá e o agente financeiro, que conseguiu reduzir o valor da dívida residual de R$ 350 mil para R$ 80 mil. A negociação vale mesmo para os chamados contratos de gaveta. O mutuário era o quarto comprador como gaveteiro e nem sabia da existência de um resíduo a ser pago, afirma.
Esse tipo de situação começa a aumentar a partir agora quando se completam os 20 anos dos financiamentos efetuados a partir de 1988. Alguns contratos já venceram e outros estão para vencer nos próximos meses.
A Associação Nacional dos Mutuários diz que qualquer mutuário com problema pode procurar a entidade para esclarecer eventuais dúvidas e não apenas os que já são cadastrados. A entidade sugere, entretanto, que o mutuário só tente a negociação caso tenha condições reais de quitar ou negociar o débito.
O atendimento em Londrina pode ser agendado pelo telefone (43) 3324-0343, ou pessoalmente na Avenida Higienópolis, 70, sala 41-B, no centro da cidade, das 9h às 18h. O atendimento é gratuito.


