O gosto pela música começou na época da escola, quando o funcionário público Roberto Almeida Karpinski, 31 anos, começou a tocar na fanfarra do colégio. Daí pra frente o trompete sempre acompanhou o músico. ''O primeiro dinheiro que ganhei com a música foi aos 16 anos, quando um amigo me chamou para tocar em um baile de carnaval de clube. Depois surgiram muitas outras oportunidades'', lembra. Atualmente Karpinski toca na banda londrinense Set Satélite.
Como não pode se dedicar completamente à música, pois a profissão, segundo ele, é bastante discriminada, Karpinski resolveu entrar para a faculdade de processamento de dados, começou a trabalhar na procuradoria do município, mas nunca deixou de tocar. ''Os shows são à noite ou aos finais de semana, e nenhum atrapalha o outro'', afirma.
Apesar de ser uma vida cansativa, o músico conta que já chegou a lucrar quase R$ 2,5 mil em um mês, o dobro do que ganha na prefeitura. O dinheiro que ganhou tocando, Karpinski guardou e já aplicou. ''Abri uma empresa de transportes de vans, e já tenho também um retorno financeiro do negócio'', ressalta o músico. Segundo ele, enquanto der para conciliar as três atividades vai continuar. ''Ser músico, apesar da discriminação, é uma atividade como qualquer outra e pode dar um retorno financeiro'', afirma o músico, funcionário público e microempresário. (E.Z.)

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