Municípios vão construir fecularia
Da Redação
O início da construção da Fecularia Santa Rosa, no município de Paulo Frontin (Sul do Paraná), é um marco na história administrativa do Estado. A fecularia é resultado do primeiro projeto brasileiro viabilizado através de consórcio intermunicipal. A empresa está sendo construída em conjunto por oito municípios da Região Sul do Paraná: Paula Freitas, Bituruna, Cruz Machado, União da Vitória, Paulo Frontin, General Carneiro, Porto Vitória e Mallet.
O barracão aonde vai funcionar a farinheira ficará pronto em 150 dias. Tão logo a farinheira fique pronta, iniciaremos a licitação para a fecularia propriamente dita, diz o prefeito de Paulo Frontin, Ercílio Dallazen.
Ele estima que a empresa beneficiará mais de 1.500 agricultores dos municípios que participam do consórcio. O consórcio é uma coisa extraordinária para a nossa região, que buscava novas alternativas de renda para os agricultores. A previsão é produzir 37 mil toneladas por ano de modificados de fécula, farinha de mandioca, polvilho doce e azedo e sagu.
No primeiro ano de funcionamento, a agroindústria vai processar a produção de uma área plantada de 1.950 hectares de mandioca, num total de 350 toneladas/dia de raiz. Além de aumentar a renda dos produtores, a indústria vai gerar 30 empregos diretos e mais 1.110 indiretos nas propriedades rurais. A instalação dos equipamentos ficará por conta da Agroindustrial Santa Rosa de Lima Ltda, empresa sediada no município de Angélica (MS), que aplicará na agroindústria US$ 1,1 milhão.
Foram distribuídos para os agricultores dos oito municípios 1.300 metros cúbicos de mudas de quatro variedades de mandioca: fécula branca, olho junto, espeto e fibra, vidas das cidades de Ivinhema e Deodápolis, no Mato Grosso do Sul, e de Tupãssi, no Norte do Paraná. Também aproveitamos as mudas produzidas na nossa região e estamos incentivando o plantio em pelo menos 700 propriedades, diz Dallazen.
A mandioca plantada no ano passado pelos produtores da região foi adquirida pela empresa Santa Rosa, para ser processada na fábrica de Tupãssi. Na verdade, antes mesmo da fecularia funcionar os agricultores já estão se beneficiando e diversificando a produção, afirma o prefeito. Segundo ele, a mandioca tem a vantagem de produzir duas safras no ano e não tem período de colheita. A fecularia aproveita até a mandioca que tem mais de dois anos.
As prefeituras dos oito municípios envolvidos no projeto fizeram a terraplanagem do terreno onde será construída a empresa e contrataram a abertura de dois poços artesianos com capacidade para 32 mil litros de água/hora. Vamos precisar mais dois poços na segunda fase do projeto.
O Fundo de Desenvolvimento Urbano (FDU), do Governo do Estado, financia 80% dos R$ 350 mil necessários para as obras da fecularia. A primeira etapa do projeto vai custar R$ 76,5 mil e permitirá a produção de 30 toneladas diárias de farinha, destinadas ao mercado interno e externo. A aceitação dos derivados de mandioca é cada vez maior no mercado externo e temos certeza que parte da nossa produção vai encontrar boa aceitação lá fora, adianta o prefeito de Paulo Frontin, Ercílio Dallazen.
O prefeito de Cruz Machado, Ricardo Wierzbicki, diz que a expectativa da população é grande. Somente em Cruz Machado foram plantados 400 metros cúbicos de rama, o que demonstra a boa aceitação dos produtores rurais daqui, afirma. Com a primeira compra da produção feita pela Santa Rosa, os agricultores ficaram ainda mais animados. Estamos buscando mais mudas, da variedade branca, de Santa Catarina, para oferecer aos produtores.





