O Tesouro Nacional vai receber neste ano R$ 16 bilhões de Estados e municípios que renegociaram suas dívidas com a União. Esses recursos serão usados integralmente para abater a dívida pública federal que, em março, atingiu R$ 536 bilhões. O ganho com a redução da dívida, no entanto, pode acabar sendo bem menos significativo se a taxa de juros básica da economia (Selic) continuar subindo e o real continuar sendo desvalorizado.
A combinação desses dois fatores provoca um aumento no estoque da dívida pública, pois quase 75% dos títulos emitidos pelo Tesouro são corrigidos pela Selic ou pelo câmbio. Para cada 1% de variação cambial, por exemplo, o estoque da dívida cresce cerca R$ 1,2 bilhão automaticamente. Só em março, esse impacto foi de R$ 6,8 bilhões, pois o real sofreu desvalorização de 5,7%. Maiores taxas de juros também fazem com que o Tesouro Nacional aumente o subsídio dado aos Estados e municípios.

mockup