Dezenove municípios do Médio Paranapanema assinaram ontem o ‘‘Pacto de Parcerias’’ com os Conselhos de Sanidade Agropecuária (CSAs) para controle da febre aftosa. Entre outras ações cooperativas, o pacto prevê a contratação e treinamento de vacinadores para imunização de gado nas áreas periféricas e o empenho das lideranças locais na conscientização. ‘‘Todos têm uma forte parcela de responsabilidade’’, resumiu o secretário da Agricultura, Antônio Poloni, depois de explicar os objetivos da cooperação.
Da cerimônia de assinaturas participaram prefeitos, atuais e os eleitos, dirigentes da Sociedade Rural do Paraná, cooperativas, sindicatos e técnicos da Seab, Embrapa, Emater, Iapar e UEL.
Para o presidente do CSA e Sindicato Rural de Londrina, Edison Mazei Ponti, a integração é um avanço em termos de conscientização e execução da campanha e deve apresentar resultados já na próxima vacinação que começa dia 1º de novembro. Mas o importante é que as prefeituras participem de todo esforço para melhorar a sanidade em geral do alimento. A ação que vem imediatamente em cima dos abates clandestinos e do comércio de leite cru.
O envolvimento da sociedade mostra que a preocupação não é apenas obter uma boa carne visando o mercado internacional, embora esta já seria uma boa justificativa para o esforço. O importante é elevar o padrão dos alimentos com
um todo e isto será possível, disse. Ponti acha que a próxima campanha terá uma adesão ainda maior mas que o disque-denúncias vai funcionar novamente (43 338-8010).
Exemplo gaúcho O secretário-executivo do Conselho de Sanidade Agropecuária (Conesa), engenheiro agrônomo Wilson Pan, explicou como funcionará o pacto e considerou importante a participação dos municípios. A autoridade municipal é que conhece bem o rebanho e os produtores; sabe até quem tem condições de fazer um bom controle da doença e quem é mais suscetível.
Para Wilson Pan, os prefeitos e outras lideranças não vão permitir que suas comunidades sejam submetidas ao vexame de ter um foco da doença. Além da exposição negativa, há ainda os prejuízos e o desgaste de abater animais suspeitos. O RS, por ter negligenciado, já abateu mais de 15 mil animais.

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