Município teme queda na arrecadação
Os pecuaristas que estão próximos à Fazenda Cachoeira, considerada foco de febre aftosa, não acreditam na existência do vírus na propriedade. No entanto, desde outubro (quando apenas uma suspeita recaia sobre o Estado) eles evitam o transporte dos animais. Na vizinhança estão vários criadores de gado, alguns com animais puro de origem (PO). Segundo a Secretaria de Estado de Agricultura e Abastecimento (Seab) 22 propriedades com 2.486 cabeças estão localizadas em um raio de 10 quilômetros.
Todo esse rebanho já foi vacinado porque, segundo Felisberto Baptista, chefe do Departamento de Fiscalização de Sanidade Agropecuária da Seab, a Cachoeira não estava sob suspeita.''Não havia indícios da ocorrência de aftosa na propriedade'' até a confirmação do foco, explicou. Exames sorológicos já tinham sido feitos em alguns animais da fazenda mas os resultados foram negativos.
A Fazenda Americana é uma das propriedades vizinhas da Cachoeira. Mesmo sem acreditar no foco, foram instalados um rodolúvio com cal na entrada e placas que proíbem o tráfego. ''Plantamos cana e meu gado está a mais de três quilômetros da entrada da fazenda. Acho que não tem proteção melhor que esta'', disse o proprietário Wilson Baggio. Ele também afirmou que está evitando o trânsito de animais desde outubro, quando a suspeita foi levantada.
Baggio não soube dizer quantas cabeças estão na propriedade, mas informou que são animais nelore utilizados para cria, recria e engorda. ''Sou contra o abate dos animais, a menos que provem que há aftosa e, até agora, não provaram nada'', afirmou. Outro pecuarista que tem animais nas proximidades da Cachoeira é o deputado federal Abelardo Lupion (PFL), presidente da Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara Federal.
Segundo ele, é um arrendamento com 150 vacas nelore PO somente para reprodução. ''Os animais foram vacinados, estão sadios. Só estamos tentando não transitar com eles'', afirmou. A comissão federal investiga, atualmente, a existência de aftosa no Paraná e até agora diz que não encontrou indícios da presença do vírus. (F.M.)





