Município negocia 3,6 mil novos empregos
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 20 de novembro de 2012
Nelson Bortolin <br> Reportagem Local 
O Instituto de Desenvolvimento de Londrina (Codel) negocia a instalação de seis empresas na cidade. Juntas, elas podem gerar mais de 3,6 mil empregos. Por exigência de sigilo, segundo a Codel, nem todos os nomes podem ser divulgados. O maior empreendimento, uma multinacional do setor químico, é chamado de Projeto Amarelo e prevê a contratação e 1,2 mil pessoas.
''A negociação com esta empresa já vem sendo feita há dois anos. Londrina disputava com várias outras cidades. Mas, pelo que soubemos, agora somos só nós e Campinas (SP)'', afirma o presidente do instituto, Nelson Brandão. De acordo com ele, o Município não tem contato direto com a multinacional. As tratativas são feitas por meio de uma consultoria dos Estados Unidos.
Brandão diz que outro empreendimento importante é uma indústria da área alimentícia, que geraria cerca de 600 empregos. ''As negociações neste caso estão bem avançadas'', conta. Um terceiro projeto é o de uma fábrica de produtos serigráficos, que pretende se mudar de Guarulhos para cá, gerando também 600 empregos.
Para as três, o Município pretende fazer doações de terrenos localizados na Zona Norte, no prolongamento da Avenida Saul Elkind, próximo de Cambé, onde a Codel pretende implantar um condomínio industrial. O problema é que o terreno pertence à Companhia de Habitação (Cohab) e, para viabilizar a proposta, é necessário que o Legislativo autorize a transferência. A área total tem 1,2 milhão de metros quadrados e a decisão sobre o condomínio deverá ficar para o prefeito eleito, Alexandre Kireeff.
As três empresas pleiteiam terrenos que vão de 85 mil a 100 mil metros quadrados cada. Mesmo que os três projetos se viabilizem no local, ainda sobrará muito espaço para instalar outros empreendimentos. ''Pensamos que uma parte da área (no sentido Norte-Sul) deveria ser dividida em 10 terrenos menores de 10 mil metros quadrados cada. Ali, instalaríamos negócios complementares aos das grandes indústrias'', conta Brandão.
Além das três indústrias, a Codel negocia a vinda de duas grandes empresas do setor de Tecnologia da Informação (TI): a indiana Tata, e a norte-americana Sutherland, que podem gerar 600 empregos cada. E ainda um centro de distribuição do grupo mexicano Coppel.
''A Tata está em fase de avaliação, seus representantes já vieram a Londrina. Mas eles também estão avaliando outras cidades. Acho que a confirmação da instalação da Atos pode ajudar na decisão dos indianos'', afirma o presidente da Codel. A Atos, a qual ele se refere, é uma empresa de TI de origem francesa, que já está contratando funcionários em Londrina, conforme noticiou a FOLHA com exclusividade na edição do dia 15 de novembro.
Já a Sutherland foi apresentada à Codel pela Agência de Desenvolvimento Terra Roxa. Segundo o presidente da entidade, Fernando Kireeff, trata-se de uma empresa de terceirização de processos administrativos (BPO). ''A empresa está analisando cinco cidades no Brasil. Sabemos que a decisão do grupo, que já atua no País, será bastante técnica. Não acredito que a decisão da Atos vá fazer diferença neste momento'', afirma Kireeff.



