Desde que foi criado em 1º de novembro de 1961, o município de Piên (80 quilômetros de Curitiba) vive baseado numa economia essencialmente agrícola. As plantações de fumo e as pequenas roças de milho e feijão garantem a sobrevivência de 90% da população, que, segundo dados da prefeitura municipal, é formada por 12 mil habitantes e que, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), totaliza 9 mil moradores. Com a chegada da Tafisa, os moradores apostam em uma virada econômica.
O tamanho e o potencial da Tafisa se sobressaem no meio de um município pequeno e pacato, onde 60% da população vive na zona rural e o restante tem como fonte de renda o comércio e algumas pequenas indústrias instaladas. Até a chegada do grupo português, reinava sozinha como maior indústria da cidade a Famosul, que produz móveis para o mercado nacional. A Famosul é responsável pela geração de 300 empregos, número equivalente ao que a Tafisa está gerando neste começo de atividade.
O tesoureiro da prefeitura de Piên, Raulino Sales de Oliveira, fica satisfeito quando faz os cálculos do aumento de arrecadação tributária que a Tafisa vai provocar. ‘‘A partir do próximo ano já começamos a aumentar nossa arrecadação, porque haverá o recolhimento indireto de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços)’’, diz Oliveira.
A Tafisa obteve a dilação por quatro anos no prazo para recolhimento de ICMS. Piên arrecada uma média R$ 180 mil ao mês, sendo que o Fundo de Participação dos Municípios (FPM) corresponde a 60% deste total. (C.M.)

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