Jundiaí - O presidente da Parmalat do Brasil, Nelson Bastos, afirmou anteontem que empresa em breve deverá retomar as contrações para preencher as vagas de quem foi demitido no período de crise, que teve início na Itália e se espalhou pelas unidades do grupo no País. A queda na produção, em todo o País, chegou a 80%.
Bastos disse que o maior desafio da Parmalat do Brasil hoje, depois das reestruturações, é retornar ao mercado nacional. A dívida da empresa italiana é de 14 bilhões de euros, cerca de R$ 53 bilhões. Para contornar a crise, a empresa demitiu funcionários em todas as suas unidades. Foram dispensados desde executivos a vendedores e equipe de produção. Só em Jundiaí 111 pessoas foram demitidas, sem contar os terceirizados de serviços de segurança e limpeza.
Segundo Bastos, a expectativa é de que a Parmalat volte a contratar em Jundiaí a partir de setembro ou outubro. A empresa dará prioridade para ex-funcionários. Bastos afirmou que nas outras unidades não haverá mais demissões. Ele disse que a multinacional recuperou metade da produção desde o início da crise.

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