Multinacional demite 900 no litoral paranaense
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terça-feira, 30 de julho de 2013
Andréa Bertoldi<br>Reportagem Local 
A filial da multinacional Techint, que constrói plataformas para a exploração de petróleo em Pontal do Paraná (litoral), demitiu cerca de 900 funcionários de um total de 2,4 mil. Os trabalhadores foram desligados depois que a empresa do grupo de Eike Batista, OSX, promoveu um corte de gastos na maior parte de seus projetos. A informação é do procurador daquele município, Carlos Eduardo Marin.
Segundo ele, as demissões vêm ocorrendo no decorrer de julho. As pessoas desligadas fazem parte de contratos mais recentes e eram, em sua maioria, soldadores em empregos temporários. O procurador alertou que, além do impacto direto das demissões, a medida prejudica a economia da cidade, principalmente setores do comércio como restaurantes e pousadas. De acordo com Marin, ainda existem cerca de 1,5 mil pessoas trabalhando na Techint.
As demissões aconteceram depois que a OSX anunciou a interrupção da encomenda de uma das duas plataformas que a multinacional Techint está construindo na cidade. Os contratos chegam a R$ 1 bilhão e foram os principais responsáveis pelo investimento de R$ 300 milhões que a Techint realizou no seu canteiro de obras de Pontal do Paraná.
Em nota enviada à FOLHA, a empresa diz que a OSX é apenas uma cliente e que a plataforma em construção será destinada ao campo Tubarão Martelo, na Bacia de Campos, no Rio de Janeiro. "Conforme entendimentos com nosso cliente, a OSX, estamos readequando o projeto de construção da plataforma WHP-2, fazendo com que não seja mais necessária uma maior concentração de funcionários", diz a nota.
A empresa afirma ainda que os funcionários desligados estão recebendo todos os direitos conforme previsto em Lei. "Lembramos que a Techint continua com seus investimentos, visando a construção da plataforma P-76, para a Petrobras", afirma o documento.
Alegando confidencialidade de contrato com a OSX, a multinacional não confirmou o número de demitidos.


