Genebra - Pesquisa realizada com as maiores empresas multinacionais do mundo indica que o Brasil é visto como o segundo local que mais oferece oportunidades e perspectivas para investimentos estrangeiros entre 2004 e 2005. O estudo, que tem a China como líder, foi realizado pela Conferência da ONU para o Comércio e o Desenvolvimento (Unctad) e aponta que, entre as empresas consultadas, praticamente 60% responderam que o País veria um aumento dos fluxos de capital direto. Há poucos meses, outro estudo da Unctad com especialistas do setor financeiro e técnicos nem sequer colocava o Brasil como o principal local de investimentos na América Latina.
Na avaliação de Karl Sauvant, chefe da divisão da ONU que preparou o estudo, a resposta das empresas mostra a ''confiança do setor privado internacional no crescimento da economia brasileira nos próximos anos''. Para ele, se o desempenho do País for satisfatório, a percepção das empresas consultadas se transformará em investimentos concretos nos próximos anos.
As empresas pesquisadas representam vendas de US$ 2,1 trilhões e empregam 5,1 milhões de pessoas. Das companhias que responderam à enquete, 75% acreditam que os investimentos no mundo vão crescer entre 2004 e 2007, otimismo baseado em dois fatores: os sinais de crescimento da economia mundial e os lucros registrados por grande partes das multinacionais no segundo semestre de 2003, encorajando novos investimentos.
Segundo o estudo, cerca de 60% acreditam que o País será um ''local atrativo'' para o capital estrangeiro nos próximos dois anos. Na América Latina, o Brasil seria líder nas preferências das multinacionais, com ''ampla vantagem'' sobre os demais países da região. A liderança do Brasil é seguida pelo México, Argentina, Chile e Venezuela.
No ranking, o Brasil é seguido pela Polônia, que acaba de ingressar na União Européia (UE), e pela África do Sul. Já a China continuará sendo o local mais atraente para os investidores: 78% das empresas acreditam que o país continuará a receber maiores investimentos até 2005.
Metade dos entrevistados, porém, afirmou que em grande parte da América Latina o fluxo de investimentos ficará estagnado. Já entre os países desenvolvidos, a Europa recebeu a pior avaliação, com apenas um terço das empresas afirmando que os investimentos no continente aumentariam.

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