A partir da próxima semana, os pecuaristas que não comprovarem a vacinação de seus rebanhos contra a febre aftosa durante a última campanha realizada de 1 a 20 de abril, começarão a ser multados no valor de R$ 84,00 por cabeça não vacinada. Até sexta-feira, dia 30, será encerrado o prazo concedido pela Seab para vacinar o rebanho com autorização expressa das unidades veterinárias. ‘‘Daqui para frente não tem mais conversa’’, advertiu o chefe do Departamento de Fiscalização da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento,
Silmar Burer.
Desde que encerrou a campanha, a equipe de fiscalização sanitária da Seab está percorrendo todas as propriedades que não comprovaram a imunização, embora o fato não significa que o gado não foi vacinado. Burer explicou que a comprovação é feita pela relação de animais e notas fiscais de compra da vacina enviadas às Unidades Veterinárias e tem muito criador que mora em um determinado município, compra a vacina e depois transporta as doses para outra localidade onde mantém a propriedade, o que dificulta o envio da listagem solicitada.
Mesmo assim, se a vacinação não for comprovada o pecuarista ainda podia obter a autorização para comprar as doses de vacinas, já que elas foram retiradas do mercado, assim que foi encerrada a campanha de vacinação. Portanto, passadas todas essas oportunidades, se ainda existem produtores refratários, só resta a autuação, resumiu Burer.
Após essa operação pente fino, a Secretaria da Agricultura vai solicitar ao Ministério da Agricultura autorização para fazer a sorologia, um teste com critérios metodológicos e científicos que comprova a ausência do vírus da febre aftosa nos rebanhos. Silmar Burer salientou que a sorologia deve ser aprovada, já que o Paraná completou no início de maio, 24 meses sem a ocorrência de nenhum foco da doença.
A previsão do Departamento Sanitário Animal é que em função da reestruturação da Defesa Sanitária a sorologia poderá ser realizada em 4 ou 5 meses. Passado esse período o Ministério poderá indicar o Paraná na Organização Internacional de Epizootias, na França, para que o Estado seja declarado área livre de febre aftosa com vacinação. A indicação é sempre feita no final do ano, para ser acolhida pela OIE em janeiro e depois avaliada na reunião anual da organização que ocorre em maio. Se esse prazo for perdido, a solicitação só poderá ser feita novamente no final de 1998.
Esta semana o ministério da Agricultura está com uma delegação na França para solicitar ao OIE a declaração de área livre contra febre aftosa com vacinação para os estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul. O Paraná enviou dois técnicos como observadores do processo, para que as exigências feitas pelo órgão internacional possam ser atendidas integralmente pelo Estado até o final do ano, explicou Burer.

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