Mulheres se rendem à diversidade da roupa íntima
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sexta-feira, 16 de novembro de 2007
Gisele Mendonça<br>Especial para FOLHA 
Já foi o tempo em que comprar roupa íntima era só questão de necessidade. Nos últimos anos, a lingerie ganhou estilo e conquistou um público que não deixa de levar para a casa as novidades que costumam chegar às lojas, em média, a cada dois meses. Com um consumo per capita de aproximadamente oito peças por mulher brasileira ao ano, o mercado cresce na medida em que as indústrias investem cada vez mais em novas tecnologias.
''Tem tecido hidrófilo (que não deixa o suor passar na roupa), tem tecido com bactericida, tem, inclusive, microfibra com memória. Quando a cliente vai provar um modelador assim, por exemplo, temos que avisar para esperar uns minutinhos porque a trama do tecido vai fechar e ajustar ao corpo'', explica Juliana Godeny, sócia-proprietária de uma loja de lingerie multimarcas, há nove anos no setor em Londrina.
Uma peça com tecidos mais elaborados pode custar o dobro de uma lingerie de algodão comum, mas há público para ambos os casos. ''Só de tocar no tecido já dá para sentir a diferença. É muito mais confortável. Depois que as mulheres descobrem as vantagens de determinadas peças, elas não deixam mais de comprar'', repara a comerciante.
Um exemplo é o sutiã de bojo estruturado com bolha de espuma, o campeão de vendas. ''Muitas mulheres têm preconceito quando vêem este sutiã por achar que é exagero. Mas quando provam e sentem o resultado, não deixam mais de usar. O bojo estruturado não marca na roupa e deixa o busto mais bonito'', afirma Juliana Godeny. Mas a inovação do mercado vai além. Há indústrias produzindo sutiã com prótese de silicone. ''Esse é para quem vai usar decote e tem pouco busto'', indica.
Na linha dos mais vendidos também está o sutiã de alça removível, o que dá a possibilidade de se ter várias peças em uma só. Outra novidade, adotada ainda por poucos fabricantes, é o sutiã que vem com duas numerações. ''Esse é para mulher que é pequena nas costas, mas tem busto grande''.
Entre as calcinhas, os últimos lançamentos trazem peças cortadas a laser, que não marcam sob a roupa, e os modelos calesson (tipo short). Na linha mais sofisticada, os sutiãs e calcinhas podem ser confundidos com moda praia. ''A gente coloca na vitrine e as pessoas acham que é biquíni. É o tipo de lingerie usado para compor com a roupa'', aponta a comerciante. Um exemplo bem difundido dessa moda foi a personagem da Cláudia Raia, na novela Belíssima (da Rede Globo), cujos sutiãs sempre ficavam à mostra.


