São Paulo - As mulheres são maioria nas filas de desempregados do País. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), no final do ano passado, dos 2,3 milhões de pessoas que estavam desocupadas, 54,4% eram do sexo feminino.
O dado se equipara a números que divulgados pela Organização Internacional do Trabalho -OIT (leia reportagem abaixo) sobre os países da América Latina e também mostraram que o desemprego atinge mais as mulheres que os homens. Mesmo nos países que tiveram aumento na taxa de emprego em 2003, como Argentina e Chile, as vagas criadas foram ocupadas, na sua maioria, por homens, e não por mulheres.
Na Argentina, por exemplo, a redução da taxa de desemprego no primeiro trimestre de 2003, em comparação com o mesmo período de 2002, foi mais significativa para os homens (6,1 pontos percentuais) que para mulheres (4,7 pontos).
No Chile, a taxa de desemprego dos homens registrou uma diminuição de 0,8 ponto percentual entre janeiro e setembro de 2003, enquanto a das mulheres se manteve constante. Brasil e Peru, foram exceções. Enquanto as taxas de desemprego masculinas se mantiveram constantes, as femininas tiveram queda de 0,8 e 0,4 ponto percentual, respectivamente.

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