Mulheres são as mais interessadas
Entre as pessoas que recorrem ao penhor da Caixa, uma parcela - em torno de 10% na região de Londrina - busca a modalidade para deixar as joias guardadas com segurança. Uma mulher de Londrina, que não quis se identificar, contou à reportagem da FOLHA que utiliza o penhor há mais de 20 anos. Ela tem joias de família, de alto valor sentimental e financeiro, e prefere deixá-las no cofre do banco. ''Hoje não dá mais para sair com jóias na rua e se for para vender não compensa. É um bom negócio para se proteger dos ladrões e quando você precisa também pode pegar dinheiro emprestado, pois os juros são baixos'', conta ela, que tomou dinheiro emprestado por meio do penhor num período de sua vida por causa de doença.
Em nível nacional, a Caixa constatou, por meio de entrevistas em todas as regiões do país, que o penhor de joias é usado na maioria das vezes para o pagamento de dívidas pessoais (70% dos entrevistados). Quanto à ocupação profissional, os clientes estão divididos em autônomo ou com negócio próprio (33%), funcionário dos setores público e privado (também 33%) e demais (34%), sendo que 78% do total de clientes já utilizaram esse tipo de empréstimo mais de uma vez.
A pesquisa mostrou, ainda, que as mulheres são a maioria dos clientes (74%), sendo 55% na faixa etária dos 35 aos 50 anos e que os mais assíduos contratantes do penhor (55%), entre homens e mulheres, estão entre os 30 e 50 anos de idade, tendo renda média mensal familiar entre cinco e vinte salários mínimos (51% dos entrevistados). (G.M.)





