Mulheres querem igualdade de oportunidade no Mercosul
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domingo, 07 de dezembro de 1997
Adriana Ferreira Agência Estado Rio de Janeiro 
ArquivoO ministro Dornelles, que vai levar o assunto ao Mercosul: conotação políticaRepresentantes de entidades governamentais da mulher nos países do Mercosul e vizinhos entregaram, no final da tarde de sexta-feira, um documento ao ministro da Indústria e Comércio, Francisco Dornelles, com os principais pontos que foram discutidos no seminário A Mulher na Agenda do Mercosul, realizado durante três dias. A idéia é de que o ministro Dornelles possa levar o assunto para ser discutido em reuniões do Mercosul. O nosso tema principal é igualdade e oportunidade, salientou a presidente do Conselho Nacional dos Direitos da Mulher, Rosiska Darcy de Oliveira.
Dornelles afirmou que discutirá o conteúdo do documento com ministros brasileiros, ainda esta semana, para então tentar agendar uma apresentação do texto na próxima reunião do Mercosul, no dia 12, no Uruguai. O que as mulheres desejam é uma manifestação política sobre a presença da mulher, em igualdade de condições, no processo do Mercosul, afirmou o ministro.
O documento apresenta três pontos básicos: o desejo da mulher de ocupar espaços que já existem no Mercosul, mas que são exclusividade dos homens; a criação de outros espaços institucionais com a participação das mulheres; e a recomendação de que ONGS, que tratam de questões da mulher, sejam incorporadas.
As participantes do congresso, entre elas, a ministra da Secretaria da Mulher do Paraguai, Cristina Mu¤oz, a ministra do Serviço Nacional da Mulher do Chile, Josefina Bilbao e a presidente do Conselho Nacional da Mulher da Argentina, Esther Schiavoni, discutiram também a força de trabalho feminina nos países do Mercosul. Atualmente, elas já são 40% do mercado de trabalho em cada uma das nações associadas.


