ArquivoO ministro Dornelles, que vai levar o assunto ao Mercosul: conotação políticaRepresentantes de entidades governamentais da mulher nos países do Mercosul e vizinhos entregaram, no final da tarde de sexta-feira, um documento ao ministro da Indústria e Comércio, Francisco Dornelles, com os principais pontos que foram discutidos no seminário ‘‘A Mulher na Agenda do Mercosul’’, realizado durante três dias. A idéia é de que o ministro Dornelles possa levar o assunto para ser discutido em reuniões do Mercosul. ‘‘O nosso tema principal é igualdade e oportunidade’’, salientou a presidente do Conselho Nacional dos Direitos da Mulher, Rosiska Darcy de Oliveira.
Dornelles afirmou que discutirá o conteúdo do documento com ministros brasileiros, ainda esta semana, para então tentar agendar uma apresentação do texto na próxima reunião do Mercosul, no dia 12, no Uruguai. ‘‘O que as mulheres desejam é uma manifestação política sobre a presença da mulher, em igualdade de condições, no processo do Mercosul’’, afirmou o ministro.
O documento apresenta três pontos básicos: o desejo da mulher de ocupar espaços que já existem no Mercosul, mas que são exclusividade dos homens; a criação de outros espaços institucionais com a participação das mulheres; e a recomendação de que ONGS, que tratam de questões da mulher, sejam incorporadas.
As participantes do congresso, entre elas, a ministra da Secretaria da Mulher do Paraguai, Cristina Mu¤oz, a ministra do Serviço Nacional da Mulher do Chile, Josefina Bilbao e a presidente do Conselho Nacional da Mulher da Argentina, Esther Schiavoni, discutiram também a força de trabalho feminina nos países do Mercosul. Atualmente, elas já são 40% do mercado de trabalho em cada uma das nações associadas.

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