Desde 2002, as mulheres cresceram 730% sua participação na bolsa de valores no país. O salto nos últimos seis anos foi de 15.030 para 124.589 investidoras. Mal sabem os homens engravatados, mas elas dominam 23,32% dos investimentos, quase um quarto de todas as aplicações. São mulheres entre 26 e 55 anos, na média, mas a cada ano um público feminino mais jovem vem aderindo ao mercado financeiro. Como é o caso de uma empresária de Londrina, que resolveu investir parte de suas economias no mercado financeiro. ''Notícias em jornais e revistas sobre ações me deixaram curiosa para começar a investir'', declara a jovem empresária L.J.B., 19 anos, que pediu para não ser identificada.
Ela conta que resolveu investir R$ 5 mil há dois anos e meio. Quando já contabilizava R$ 8 mil de rentabilidade em setembro do ano passado, perdeu cerca de R$ 2 mil com a queda das bolsas no mundo todo. A moça não se abalou com a crise do subprime americano e tratou de seguir firme em seus investimentos. ''Hoje já estou com R$ 7,5 mil'', fala, ao explicar que investimento no longo prazo em ações é o melhor remédio para enfrentar crises. ''Entre 5 e 10 anos é que o dinheiro passa a render mais. Vou investir cada vez mais'', dá a receita.
L.J.B. esclarece que há 1 ano e meio aplicava sozinha via internet, operando com o home brocker - software da Bovespa que proprícia o investidor interagir diretamente no pregão de ações. ''Tive que deixar de operar diretamente na Bolsa porque ando trabalhando muito'', esclarece. Ela passou a tarefa para um consultor da Corretora EUM Investimentos. ''Ele (consultor) me passa a situação de mercado e eu tomo a decisão sobre quando vender ou comprar ações'', ressalva.
A empresária diz que familiares e amigos começaram a consultá-la depois que souberam de suas incursões na BM&FBovespa. ''Oriento a comprar títulos, CDB ou LTN, mas para aplicar em ação a conversa é outra'', alerta. Ela conta que frequentou algumas palestras. ''Aprendi mesmo lendo jornais'', diz. A investidora conta que utiliza técnicas de análise para investir. Uma delas é a análise fundamentalista, que avalia se o histórico de uma companhia é seguro e apresenta crescimento. ''Só invisto em companhias fortes e sérias. Não corro risco'', pontua.
Além deste aspecto, L.J.B. não deixa de olhar os gráficos traçados pela corretora na qual tem conta. ''Os gráficos mostram a tendência de queda ou de valorização de um papel (ação)'', ensina. Para completar, a empresária relata que não deixa de ler jornais de Economia, publicações especilizadas em macroeconomia e assistir canais fechados de TV que tratam sobre assunto. ''É preciso estar atento o tempo todo'', alerta.
A empresária arrisca ainda um palpite, sobre como o investidor deve se comportar no atual momento do mercado. ''Muitas empresas ainda vão quebrar, porém o Brasil vai se dar bem, principalmente em relação às commodities. A crise só deve se acalmar no início de 2011'', prediz.

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