Mulheres já dominam o mercado de trabalho
Em todos os setores têm crescido a participação da mulher no mercado de trabalho, não só como colaboradoras, mas também como sócias-proprietárias comandando as empresas. Segundo a presidente do Conselho Nacional da Mulher Empresária da Confederação das Associações Comerciais do Brasil (CACB), a paranaense Maria Salete Rodrigues de Melo, em entrevista ao Sebrae, a participação feminina no empresariado nacional vem crescendo muito. Já temos 20% das associações comerciais do Brasil presididas por mulheres, afirmou.
As grandes empresas vêm enxugando suas folhas de pagamento desde o início da crise, principalmente no setor industrial. O Brasil já perdeu quase 1 milhão de empregos com carteira assinada desde novembro passado, segundo o Ministério do Trabalho. Isso significa que as micros e pequenas empresas continuarão atuando como colchão social do emprego no Brasil. A novidade é que as mulheres estão à frente desta cruzada. Isso porque são mais avessas a desempregar e mais persistentes na busca de resultados.
Na área contábil o fenômeno já começa a chamar a atenção. Segundo a professora de Contabilidade da Universidade Estadual de Londrina, Aparecida Scarpin, um trabalho realizado pelos alunos do curso mostra que os homens entram em maior número na faculdade de Contabilidade, porém o número de mulheres que terminam o curso e ingressam no mercado de trabalho é maior.
A Escola Oficina, um projeto social do Sescap-Ldr criado para dar a oportunidade do primeiro emprego para jovens, tem refletido este fenômeno. No primeiro semestre do ano passado 22 mulheres se inscreveram para o curso que forma mão de obra para as empresas de Londrina e região, contra apenas 8 rapazes. No semestre anterior, eram 13 mulheres e 12 homens. E na turma iniciada no início da semana, as mulheres também são maioria.
As mulheres amadurecem mais cedo. Nesta idade, 16, 17, 18 anos, enquanto os meninos ainda estão pensando em jogar bola, as meninas já estão pensando no futuro. E quando elas ingressam no mercado de trabalho, por conta deste amadurecimento, acabam se saindo melhor, diz Mariza Furlan Ribeiro, diretora do Sescap-Ldr e coordenadora da Escola Oficina.
Em termos técnicos não vejo diferença entre a atuação de homens e mulheres, diz a professora Aparecida Scarpin, mas ela percebe que muitas mulheres estão conquistando mais espaço nas atividades de auditoria e perícia. As mulheres são mais detalhistas, minuciosas, têm mais paciência e estas qualidades fazem diferença nestas ativida-des, informa.
Fonte: Sindicato das Empresas de Consultoria, Assessoria, Perícias e Contabilidade de Londrina Sescap-LDr





