São Paulo Os homens não apenas têm um número maior de cartões de crédito que as mulheres como também usam mais, gastam mais e aproveitam menos o parcelamento sem juros, segundo pesquisa da administradora Credicard.
O valor médio da compra feminina é de R$ 56, enquanto o do mercado é de R$ 76. Como titulares, elas representam 46% do universo de cartões ativos e respondem por 38% do volume em reais movimentado. Cerca de 46% das portadoras usam o instrumento mais de cinco vezes ao mês, contra 55% dos homens.
A participação menor da mulher neste bolo está relacionada à faixa de renda. A exemplo da configuração da População Economicamente Ativa (PEA) do País, há uma concentração de portadoras (61%) situada na fatia de rendimentos entre R$ 300 e R$ 1.000. Já os homens inseridos neste grupo totalizam 51%.
A pesquisa da Credicard mostrou ainda que as mulheres diferem dos homens também no tipo de gasto. As lojas de roupas e as farmácias aparecem mais nas faturas femininas do que nas masculinas, assim como joalherias e cabeleireiros. Já os postos de gasolina, restaurantes, hotéis e lojas da internet são mais frequentes nos gastos dos homens.
Entre 2000 e 2002, homens e mulheres passaram a usar mais o parcelamento sem juros, mas foram as mulheres que recorreram à modalidade com maior frequência.
Há dois anos, eram 39% do total; hoje são 62%. No caso dos homens, eram 37% e passaram a 53%. Entretanto, eles usam menos o rotativo do cartão - modalidade que cobra em média 10% ao mês de juros. Em 2002, 45% dos homens financiaram suas compras por este meio, contra 51% das mulheres.
A estimativa da Credicard é de que a participação feminina crescerá mais nos próximos anos. Já em 2003, espera-se que elas respondam por 40% do faturamento e o ticket médio passe para R$ 60.

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