Pesquisar valores dos produtos e orientar os consumidores nas compras de primeira necessidade, nesta época em que os preços ensaiam variações em virtude da alta do desenfreada do dólar. Foi com este objetivo que um grupo de mulheres de Londrina saiu às ruas ontem para uma série de visitas aos principais supermercados da cidade. A iniciativa é da recém formada União das Mulheres de Londrina, Organização Não Governamental que reúne aproximadamente 300 associadas.
‘‘Trata-se de um trabalho de conscientização e que vai beneficiar consumidores e supermercados que estiverem evitando remarcações’’, afirma a presidente da entidade, Alzira Lopes Ribeiro. Segundo ela, a iniciativa foi tomada em virtude de várias solicitações feita à organização. Ela esclarece que a idéia não é promover uma investida contra os supermercados, mas promover uma corrente de cidadania para que os preços possam ser mantidos, evitando uma escalada inflacionária.
Segundo Alzira, as equipes começaram o trabalho ontem com visitas organizadas pela manhã e à tarde. Hoje os grupos devem continuar percorrendo os estabelecimentos. Na sexta-feira as mulheres deverão fazer o cruzamento dos dados colhidos em campo. A idéia é divulgar as ofertas e o nome dos supermercados que estão mantendo os preços sem reajuste.
Segundo a presidente da União de Mulheres, a lista contém cerca de 40 itens de produtos alimentícios, todos de primeira necessidade. Ela explica que a idéia é contatar os proprietários dos estabelecimentos que estão promovendo reajustes no sentido de esclarecer os prejuízos dos consumidores. ‘‘Vamos pedir que eles nos ajudem substituindo as marcas que estão promovendo altas’’, afirma Alzira. Segundo informou, o momento econômico do País é delicado e exige que consumidores e empresários tenham clareza de seu papel. Ela afirma que os produtos importados - cotados de acordo com o câmbio do dólar - ainda têm justificativas para subir. O mesmo não ocorre com produtos nacionais.
‘‘Existe muita especulação neste momento’’, afirma ela. Outra iniciativa do grupo será orientar consumidores a pesquisar preços e aproveitar ofertas. Somente em último caso, informou a presidente da União de Mulheres, é que a entidade pretende contatar o Procon. ‘‘Vamos checar com calma, queremos antes estar conversando já que nosso trabalho é de conscientização’’, afirmou.

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