Mulheres empreendedoras poderão ser premiadas
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domingo, 16 de janeiro de 2005
acira Werle<br>Reportagem Local 
O sonho de ter uma confecção própria começou há 16 anos e foi 'parcialmente' concretizado há sete meses pela microempresária Sueli Silva Chavier. Produzir e vender a própria marca de roupas ela já conseguiu. Agora, Sueli pretende ampliar o negócio e contratar funcionárias para aumentar a produção de 300 peças/mês e reforçar o estoque. '' Precisamos produzir para atender toda a clientela do varejo e atacado'', afirma.
Como muitas histórias de mulheres que precisam trabalhar para melhorar a renda da família, Sueli transformou a dificuldade em oportunidade. Em busca de emprego, ela se ofereceu para uma vaga de vendedora em uma loja de confecções. Como a loja não precisava de atendentes mas de costureira, Sueli fez um teste e foi contratada, mesmo sem saber dominar tesouras, agulhas, tecidos e linhas. ''Eu não sabia nada sobre costura. Tive muita sorte de ser contratada e poder aprender tudo na loja'', avalia.
Há sete meses, em parceria com uma sócia, abriu a própria empresa onde fabrica roupas de malha. Em um espaço anexo, montou uma loja para vender a produção. ''Juntamos as máquinas e a vontade de trabalhar'', conta a sócia Silvia Perez Kwazoe.
Em um ramo bem diferente, a graduada em Direito Joana Carneiro Leal, faz carreira de microempresária como proprietária de uma farmácia de manipulação. Joana relata que vem de uma família de farmacêuticos. Quando estava concluíndo o curso de graduação um irmão ofereceu a gerência de uma farmácia em Londrina. Mesmo sem ter conhecimentos técnicos, aceitou o desafio e ajudou a abrir a empresa que gerencia há 18 anos. ''Divido a empresa em duas áreas - a técnica e a gerencial. Tenho profissionais capacitados que entendem e fazem ótimo trabalho no que se refere às fórmulas. Cuido da parte comercial e das ações de marketing'', explica.
Joana reforça ainda que a empresa cresce graças ao trabalho dos colaboradores. A empresa que começou com dois funcionários trabalha hoje com 13, mensalmente são feitas 2,5 mil fórmulas.
Histórias como as de Sueli e Joana são apenas exemplos de iniciativas que poderão concorrer ao Prêmio Mulher Empreendedora, organizado em parceria pelo Sebrae, Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres e Federação das Associações de Mulheres de Negócios e Profissionais do Brasil. Em cada Estado serão selecionadas três histórias que passarão para a etapa regional e depois nacional. As inscrições podem ser feitas até 20 de janeiro. No Paraná, até a semana passada, haviam 20 inscritas.


