''As mulheres não compram marcas, aderem a elas''. A frase é da consultora da Associação de Lojistas de Shopping Center (Alshop) especialista em motivação e treinamento, Lisete Bocater Garcia, que esteve em Londrina a convite do Catuaí Shopping para ministrar palestra para lojistas sobre ''Como atender mulheres: detalhes que fazem a diferença''. Segundo ela, a escolha pela marca passa antes pelo sentir-se bem e valorizada com o produto. ''Empregar técnicas de vendas convencionais não vale para o universo feminino. Para seduzir a mulher a consumir o seu produto é preciso, antes de tudo, transmitir sinceridade, olhar nos olhos e fazê-la sentir confiança'', ensina.
O poder de decisão ou influência da mulher nas compras só cresce. Em 1990, a mulher era responsável por um terço do orçamento doméstico. Hoje, este índice é de 56%. No mercado, 51% da venda de aparelhos eletrônicos é decisão feminina. Nos remédios, o percentual sobe para 75%; nos cuidados com a saúde, 80%; na compra de carros, 50%; na compra de carros com influência da mulher, 80%; na aquisição de computadores, 50%; e no mercado de ações, 48%. ''Ainda não quantificamos, mas imagino que mais de 50% das vendas são simplesmente perdidas pelos vendedores não se entender as diferenças do universo feminino'', destaca.
Segundo Lisete, a mulher compra por impulsividade porque a emoção é importante para ela. ''É muito mais fácil vender para o homem ressaltando as características do produto. Para a mulher, se ela não gostar, não leva'', salienta. O fato das mulheres trabalharem em rede, de acordo com a consultora, faz com que a influência do universo feminino se amplie. ''Quando elas gostam de uma loja ou de um vendedor, contam isso na porta da escola, no mercado, no cabeleireiro, na academia, na feira. Quando elas não gostam, é a mesma coisa, mas em dobro'', ressalta.

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