Mulheres crescem no mercado de trabalho
A contratação de mulheres atende por 38,8% das 122.797 postos de trabalho formais gerados no Estado, de janeiro à julho deste ano. A afirmação vem de um levantamento da Secretaria do Trabalho, Emprego e Promoção Social, com base nos dados prévios do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).
A participação feminina no mercado de trabalho paranaense vem crescendo ano a ano. Em 2003 elas eram 40,2% do total de empregados formais no Estado. No ano seguinte este número subiu para 40,5%. Em 2005 chegou a 41,1% e fechou 2006 em 41,9%. A expectativa é que os dados consolidados de 2007 e 2008, que ainda não foram divulgados pelo MTE, apontem a continuidade desta tendência.
A conquista do mercado de trabalho é um reflexo do aumento de lares chefiados por mulheres. Em 13 anos, o total de famílias formadas por casais com filhos e lideradas apenas por mulheres cresceu nove vezes, passando de 3,4%, ou 247.795 famílias, em 1993, para 14,2%, ou 2.235.233 lares, em 2006. Os dados são do estudo do Retrato das Desigualdades de Gênero e Raça divulgado pela Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e o Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher (Unifem).
De acordo com os números estaduais, neste ano já foram contratadas 47.597 trabalhadoras. As mulheres já superaram a mão-de-obra masculina nas vagas que exigem ensino superior completo. Em 2008, ocuparam 58% dos cargos com este perfil. ''A inclusão da mulher nos mais diversos setores da economia se faz com cursos de qualificação nas áreas que mais contratam e ainda são vistas como exclusivas para homens, como metalurgia, construção civil e mecânica de automóveis'', diz o secretário do Trabalho Nelson Garcia.
Baseado nos últimos Registros Administrativos da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), elaborado pelo MTE, o estudo mostra que as mulheres são maioria na administração pública e ocuparam 63,8% dos postos criados em 2006. No setor de serviços, a mão-de-obra feminina correspondia a 47,2% dos empregos formalizados. No comércio, equivaliam a 41% e na indústria de transformação correspondiam a 30,2%.





