Uma pesquisa sobre o mercado consumidor realizada em cinco capitais pela agência de marketing Propeg revela o perfil do novo consumidor. Denominada de ‘‘Lugar de homem é na cozinha’’, a pesquisa aponta a ascensão da mulher na disputa pelo poder em várias regiões do País. As entrevistas foram feitas em Fortaleza, Belo Horizonte, Curitiba, Rio de Janeiro e São Paulo, sendo que o projeto consumiu investimentos de R$ 300 mil.
Com essa pesquisa pode-se prever o futuro e morte de determinados produtos, o que corresponde a uma ferramenta para o marketing que as empresas pretendem traçar para seus produtos, avaliou Beto Vivas, presidente da Propeg-PR. Hoje quando se dirige a propaganda de produtos de limpeza e de alimentos para as donas de casa, empresas e agências de propaganda podem estar incorrendo em erro, ao excluir os ‘‘donos de casa’’, que estão cada vez mais presentes em nosso meio, destacou.
Segundo o empresário, a pesquisa pode ser consultada por pessoas de marketing, que têm um instrumento mais preciso a respeito das mudanças sobre o perfil do consumidor. Também pode ser consultada por sociólogos para um trabalho de comportamento na relação homem e mulher e também por políticos.
A pesquisa revela que cada região tem características diferentes, mas todas seguem a mesma tendência, onde a divisão de tarefas está atrelada ao poder. Em São Paulo, onde as mulheres saíram mais cedo para o mercado de trabalho e por isso ganham mais, é o local onde a divisão de tarefas domésticas entre homem e mulher está mais acentuada.
Em Curitiba, os homens percebem as mudanças da mulher na escala de poder, mas entendem que não precisam ter muita pressa para chegar a uma divisão de tarefas. Já no Rio de Janeiro, o homens dizem que têm preguiça e não fazem as tarefas de casa. A mulher também não faz e o casal mostra que não tem compromisso com a casa. O perfil mais conservador foi constatado em Belo Horizonte, onde o mineiro não admite dividir as tarefas com suas mulheres.

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