Mulheres buscam caimento, exclusividade e economia
''Não tiro o brilho das confecções prontas, mas mando fazer roupa primeiro por uma questão de economia e segundo por gostar de peças personalizadas'', justifica a advogada Nilza Aparecida Sacoman Baumann, cujo guarda-roupa é um ''mix'' de roupas compradas prontas e feitas por uma costureira de confiança.
Adepta do estilo clássico, a advogada vai à costureira com frequência para fazer peças que usa no dia-a-dia profissional como tailleurs e ternos. O estilo é sempre no padrão ''corte reto''. ''Vou à mesma costureira há cinco anos. Estou muito satisfeita, pois ela tem acertado a modelagem com muita propriedade'', diz.
Nilza destaca a economia de criar as próprias roupas, levando em conta o padrão de qualidade que procura. ''Se você for comprar um bom conjunto hoje não vai pagar menos do que R$ 800. Mandando fazer numa boa costureira, com um bom tecido, um bom forro, você gasta de R$ 300 a R$ 400 num conjunto de três peças (calça, saia e blazer)'', calcula.
A professora de inglês Haidée Campos Lopes Kireeff adquiriu há poucos meses o hábito de mandar fazer roupas. Ela lembra que viu um blazer que gostou muito numa loja de uma grife italiana, mas achou o preço alto. ''Então pensei, por que não posso criar o meu?'', conta ela, que hoje tem três opções de costureira para onde leva os tecidos que são transformados em peças de estilo arrojado.
''Acho interessante criar em cima dos detalhes. Gosto de misturar jeans com cetim, jeans com couro, fazer aplicação de gripir no algodão. Não tenho medo, não sigo moda, vou em busca do meu estilo'', descreve. Haidée se orienta por revistas importadas e também traz idéias das viagens. Manda fazer roupas para festas, jantares, e compra pronto o que usa no dia-a-dia.
Além do preço alto das grifes, a professora considera as vitrines das lojas quase sempre ''a mesma coisa''. Ela acha que dá para fazer economia criando as próprias roupas, mas dependendo do que se busca ''pode ficar mais caro''. Para Haidée, ir atrás de tecidos, aviamentos e discutir o modelo com a costureira é ''uma terapia''. ''Só que não pode ter pressa. Quem quer praticidade, vai lá e compra'', diz. (G.M.)





