Mulheres abrem mão do supérfluo
Três mulheres distintas, cada qual com uma profissão diferente. Todas, porém, com um mesmo perfil: sabem poupar. Para tanto, controlam todos os gastos na ponta do lápis e abrem mão de comprar coisas que considerem supérfluas para, assim, guardar parte do salário ou dinheiro que ganham com o trabalho. Com a disciplina, conseguiram juntar o suficiente para reformar a casa, comprar carro ou fazer a plástica que tanto queriam. E o melhor, tudo pago à vista.
A personal trainner Letícia Vecchi, de 27 anos, diz que como é autônoma e depende do corpo para trabalhar, não pode estar vulnerável a algum imprevisto. Pago a previdência social já pensando no futuro. Além disso, guardo, em média, de 25% a 30% do que ganho no mês. Para conseguir, não gasto com coisas que eu considero supérfluas, como sapatos e bolsas. Penso sempre em coisas maiores no futuro, assim como a casa que quero dar entrada o quanto antes, conta ela, que já diz possuir o montante.
O mesmo faz a funcionária pública Ana Elisa Garcia, de 26 anos. Guardo, no mínimo, 20% do meu salário para a reforma do apartamento que comprei com meu marido. Economizando há dois anos, ela já conseguiu chegar à meta estabelecida e, agora, quer alcançar uma margem de segurança para qualquer problema. Até o final do ano eu consigo juntar esse valor. Daí, é só começar as obras, comemora. Mas os planos não param por aí. Depois da reforma, ela continua a economizar para comprar um carro novo. Logo após vem a festa de casamento e um filho, enumera.
O segredo da empresária Ivonete Miguel Martins também não muda muito. Proprietária de uma escola infantil, tem disciplina para garantir seus investimentos, que são distribuídos em poupança, capitalização e previdência privada. Sempre tenho uma reserva; nunca fico sem dinheiro algum. Todo mês guardo, pelo menos, mil reais. É um dinheiro que nem conto com ele, é como se não existisse, ensina.
Com esse comportamento, a empresária já atingiu várias metas, entre elas, viagens, uma boa entrada no carro, expansão e reformas anuais que precisa fazer no local de trabalho. Hoje, atendo 100 crianças. Trêz vezes mais que há dez anos. (M.T.)





