As mulheres empreendedoras de Londrina e região terão a oportunidade de contar sua história de desafios e serem reconhecidas por isso. O prêmio Mulher Empreendedora 2007, que já recebe inscrições nacionalmente desde junho, foi lançado oficialmente na cidade ontem, em almoço promovido pela Associação de Mulheres de Negócios de Londrina (BPW - Londrina). A iniciativa é do Sebrae em parceria com a Associação e a Secretaria Especial de Políticas Públicas.
  Esta é a terceira edição do prêmio, que tem como objetivo divulgar as ações bem-sucedidas gerenciadas por mulheres ou grupos de mulheres. ‘‘Uma grande parcela dos empreendedores que procuram o Sebrae hoje são mulheres, que tem
um perfil de desafios por ainda lidarem com condições diferenciadas no mercado de trabalho e na gerência de empresas. São muitas histórias de superação
e desafio que merecem serem conhecidas.’’, comenta o gerente regional do
Sebrae no Paraná, Heverson Feliciano.
  Segundo o Estudo Nacional de Empreendedorismo concluído pelo Sebrae em julho de 2005, hoje existem 6,3 milhões de mulheres empreendedoras contra 6,7 milhões de empreendedores do sexo masculino. Também foi levantando que o número de mulheres à frente dos negócios cresce numa velocidade maior que o número de empreendedores homens. As mulheres também já somam 34,7% dos trabalhadores autônomos no Brasil. ‘‘As mulheres estão empreendendo muito mais e tem atuação muito representativa à frente de empreendimentos, é uma situação que tem que ser observada.’’, destaca Paulo Di Chiara, consultor do Sebrae que coordena do prêmio na região.
  Para Maria Alice Brunelli, presidente da Associação de
Mulheres de Negócios ‘‘ Londrina tem boas histórias para contar de mulheres de coragem que começaram com uma idéia e agora fazem a diferença.’’
  As empreendedoras da
cidade também recebem como estímulo a presença na vencedora nacional do prêmio
em 2006, a paranaense Adriane Müller, que estará em
Londrina hoje para o lançamento do livro no qual relata as suas experiências como empreendedora.
  A história de Adriane Müller chama a atenção por reunir na iniciativa empreendedora a proposta de educar, treinar e inserir no mundo do trabalho 70 presos da Penitenciária Central do Estado, formando uma cooperativa para a qual ela passou a terceirizar a produção de peças artesanais de pedra sabão. A artista plástica montou, dentro da penitenciária, um centro de trabalho, atingindo uma produção média de 800 peças por mês, repassadas para pontos de vendas e comercializadas em feiras.

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