A carga tributária, de certa forma, "empurra" o contribuinte a pensar em sonegação. A opinião é do presidente da Federação Nacional das Empresas de Serviços Contábeis e das Empresas de Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisas (Fenacon), Mario Berti. E também traz inflação que, segundo ele, não tem como não ser repassada para os produtos.
Ele lembra que o aumento de ICMS e IPVA no Paraná onerou profundamente o contribuinte. "Quando temos um problema financeiro na vida particular, cortamos despesas. Mas, ao invés de fazer isso, o governo instituiu novas tributações", diz. Segundo ele, o contribuinte é refém de tudo isso e a única alternativa que tem para pagar menos impostos é cortar custos e gastos.
Como forma de conscientizar sobre a elevada tributação brasileira, a lei 12.325/2010 instituiu 25 de maio como o Dia Nacional do Respeito ao Contribuinte. Simbolicamente, a Fenacon aproveita a data para reforçar a necessidade de ações que incentivem o ambiente de negócios no Brasil.
Além de pagar os tributos embutidos no preço dos produtos e serviços que consome, como ICMS, PIS, Cofins, IPI, ISS, o brasileiro paga tributos sobre a propriedade, como IPVA, IPTU e ITCMD, sobre o rendimento, como Imposto de Renda Pessoa Física e Contribuição Previdenciária, e arca ainda com taxas e contribuições de limpeza, coleta de lixo e iluminação pública.
O estudo do IBPT traz um comparativo com outros países, evidenciando que o Brasil exige que o cidadão destine mais dias de trabalho para pagar tributos do que na Alemanha, (139 dias), na Bélgica (140 dias) e na Hungria (142 dias). (A.B.)

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