Muito além da moda, uma questão de saúde
O ortopedista e especialista em coluna vertebral, Fabio Ravaglia, também membro do Hospital Albert Einstein, alerta os pais para os riscos de uma mochila inadequada, desproporcional e muito pesada. ''Dores nas costas, postura incorreta e desvios na coluna vertebral são alguns dos efeitos colaterais. O peso em excesso, por exemplo, pode dar origem a danos vitalícios, sobretudo comprometer a qualidade de vida e a mobilidade futura'', aponta.
Os males mais comuns do excesso de peso são a cifose (corcunda), a escoliose (desvio lateral) e a lordose (desvio para cima no final da coluna). ''Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) indicam que 85% das pessoas sentem dores nas costas decorrentes de problemas na coluna. E essa dor pode estar relacionada com o peso da mochila utilizada na infância e adolescência'', aponta o especialista.
Um dos erros mais frequentes está no uso de apenas uma das correias no ombro, o que sobrecarrega um lado do corpo. De acordo com o ortopedista, a maneira correta é utilizar duas correias e arrumar os objetos mais pesados no fundo e próximos ao corpo. As alças compridas não são indicadas e a mochila deve ser posicionada a oito centímetros acima da cintura. É uma questão de saúde! O peso da mochila não deve nunca ultrapassar o equivalente a 7% do peso da criança ou adolescente'', orienta, ao recomendar o uso de mochilas com rodinhas. (C.P.)
Dicas do médico
Atenção na hora da compra
- o tamanho da mochila deve ser adequado à estatura da criança, não ultrapassando os limites da cintura e dos ombros;
- o peso da mochila vazia não deve superar um quilo;
- as alças devem ter antichoques siliconados (enchimento interno de silicone) para maior conforto e cinta abdominal associada;
- o estudante deve estar presente na hora da compra, assim os pais podem checar se o tamanho é adequado.
Fonte: Dr. Fabio Ravaglia





