Com apenas R$ 300, a então professora de Geografia do Ensino Médio, Vilma Morosini dos Santos, 73 anos, iniciou o próprio negócio no município de Moreira Sales (Noroeste), a Sexy Boutique, em uma sala no escritório do marido, em 2014. "Não me conformava em me aposentar e foi passeando por Maringá que conheci um sex shop, entrei, gostei, e resolvi que iria ter um negócio assim", recorda. O capital inicial foi convertido em produtos e a estratégia de usar a sala de um escritório de advocacia para apresentar as novidades aos clientes acabou contribuindo para o sucesso da Sexy Boutique. "Muitas pessoas ainda têm vergonha de comprar esses produtos, tanto que entram aqui e fecham a porta rapidamente. Mas o prazer é maior do que a timidez e aí voltam e agradecem muito pela satisfação que acarreta na vida", constata.

Mesmo atuando em uma cidade com 13 mil habitantes e em um Estado considerado conservador pelo mercado – segundo a Abeme, o Paraná é o último da região Sul e não fica nem entre os cinco do País em consumo de produtos eróticos – , a Sexy Boutique prosperou, com um crescimento acima de 20% ao ano e já ocupa duas salas do escritório. "Estamos construindo um anexo ao escritório para poder oferecer mais produtos", explica Vilma. Com um clientela com idade variando de 18 anos a 90 anos, ela se diz realizada. "Adorava dar aula e encontrei outro lugar onde faço o que gosto e ajudo as pessoas a serem felizes, explicando direitinho como usar cada produto", celebra. Casada há 46 anos, ela afirma que testa tudo que vende com o marido. "Isso faz parte da vida, tudo fica bem se essa área vai bem", ensina. (M.M.)

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