Muffatão negocia venda com grupo Sonae
Cláudia Lopes
De Londrina
O proprietário do grupo Muffatão, Pedro Muffato, negocia a venda da rede de supermercados com o grupo português Sonae. O negócio está bem adiantado e deve ser fechado nesta semana, segundo o empresário, que falou com a Folha ontem, por telefone. Estamos na fase de acertar detalhes. As chances de conclusão do negócio são de 70%.
Depois de seis meses de conversas, ele contou que o negócio começou a esquentar na última quinta-feira, ao participar de uma reunião com o presidente do grupo português Sonae Distribuição do Brasil, José Baeta Tomás, em Porto Alegre (RS). Amanhã, ele volta a capital do Rio Grande do Sul para uma nova reunião com a direção do Sonae. Sem revelar o valor pedido na venda, Muffato disse que um dos pontos já acertados é a garantia de emprego para os 1.050 funcionários da rede, que tem 9 lojas em Londrina, Maringá, Umuarama, Cascavel e Foz.
Pela negociação, Pedro Muffato não venderá os imóveis onde estão instaladas as lojas. O grupo Sonae pagará aluguel mensal das unidades. Queremos firmar um contrato de dez anos, com opção de outros dez, disse ele, que fundou o grupo Muffatão em 1964, com um armazém em Cascavel.
O grupo Sonae tem muito interesse em entrar em Londrina, afirmou Muffato, que disse também ter sido procurado pela direção do Carrefour. O empresário contou que uma das cláusulas da negociação é a construção de outras duas unidades Muffatão em Londrina. Nós construírimos as lojas e cobraríamos aluguel do Sonae. Desta forma, a cidade ficaria com 4 lojas.
Caso feche o negócio, Muffato afirmou que irá investir na ampliação de seus negócios na área atacadista, abrindo nova unidade de atacado no interior de São Paulo ou Minas.
Mas mesmo que eu não venda a rede, tenho projetos de ampliações nesta área para o início do próximo ano, disse. Muffato deve ampliar sua atuação neste setor transferindo o atacado que mantém em Londrina, e que emprega 200 pessoas, para Ibiporã. Isso já está definido. Vamos construir um atacado em Ibiporã com 15 mil metros quadrados de área construída, contratando mais 200 funcionários, afirmou.
O grupo Muffatão chegou a comprar um terreno de 52 mil metros quadrados em Ibiporã há cerca de dez dias por R$ 200 mil. Mas o leilão foi anulado. O preço mínimo era de R$ 230 mil. Agora, vamos aguardar o novo leilão, que deve acontecer daqui a dois meses, disse. Uma outra possibilidade, segundo o empresário, é aceitar a doação de um terreno de 20 mil metros quadrados da prefeitura de Ibiporã.
Muffato não quis divulgar o valor do investimento no setor atacadista. Ele adiantou, porém, que o atacado de Cascavel também será ampliado no início do próximo ano.





