Pesquisas demonstram que quatro xícaras de café por dia podem trazer vários benefícios para o organismo. Por isso, o esforço para desmistificar a imagem de que o café faz mal para a saúde. Este é o objetivo do IV Simpósio de Pesquisa dos Cafés do Brasil, que reúne pesquisadores, professores, técnicos extensionistas, estudantes e professores, em Londrina até amanhã. Promovido pelo Consórcio Brasileiro de Pesquisa e Desenvolvimento do Café, o evento é organizado pelo Instituto Agronômico do Paraná (Iapar) e Embrapa-Café.
No País que é o maior produtor de café do mundo, o maior exportador e ainda é o segundo maior consumidor, perdendo apenas para os Estados Unidos, nada mais natural do que incentivar cada vez mais as pesquisas sobre o produto, que aqui, no Paraná, já foi chamado de ‘ouro verde’. A média de produção anual no Brasil é de 36 milhões de sacas, e dessas, 22 milhões são exportadas, enquanto o restante é para consumo interno. Hoje, o Estado de Minas Gerais é o maior produtor, concentrando 52% da produção brasileira.
De acordo com o gerente geral da Embrapa-Café, Gabriel Bartholo, a tendência é de crescimento, avaliando o cenário do café no mundo entre 2005 e 2015. ‘‘Com uma demanda crescente de 110 milhões de sacas (3% ao ano), a previsão é que em 2015 a demanda chegaria a 150 milhões de sacas’’. Para suprir essa demanda, segundo Bartholo, o Brasil precisaria aumentar a produção em cerca de 60 e 65 milhões de sacas.
O potencial existe. O Brasil hoje, segundo Bartholo, domina cerca de 40% do mercado do café. ‘‘Temos um excelente sistema de produção com estudos desenvolvidos pelo Consórcio Brasileiro de Pesquisa e Desenvolvimento do Café, que permitiu um sistema diversificado’’, diz.
Um exemplo é o café adensado, que abrange maior número de plantas por hectare. A média de produção pelo sistema é de 100 a 120 sacas/hectare, enquanto no método convencional, a produção chega a 50 sacas/ hectare, em condições normais. Já em lavouras irrigadas, a produção aumenta entre 80 a 90 sacas/hectare.
Além disso, o produto, de acordo com Bartholo, tem todas as características favoráveis à qualidade, como aroma, sabor, cor e acidez normal. ‘‘Até então, o café era vendido como commodity, mas com processamento de qualidade, principalmente após a colheita, vem conquistando nichos de mercados com valor agregado muito grande’’.
Bartholo complementa que o simpósio tem o objetivo de sensibilizar a classe médica sobre os benefícios do café, baseado em pesquisas, e que haverá uma ampla divulgação junto a sociedade sobre os resultados obtidos.

mockup