Curitiba - Dezenas de produtores e dirigentes de cooperativas se reuniram ontem na sede da Organização das Cooperativas do Estado do Paraná (Ocepar), em Curitiba, para participar do Fórum de Crédito Rural 2009, onde foram debatidas as políticas do governo federal para o financiamento da agricultura e as mudanças implementadas no Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). Os créditos para reforma agrária passaram de R$ 3,5 mil para R$ 5 mil e os de custeio de R$ 18 mil para R$ 21 mil. As taxas de juro que variavam entre 2% e 5,5% na safra anterior foram reduzidas para taxas entre 1% e 5% na safra 2008/09.
No que se refere aos planos voltados às cooperativas, o secretário de agricultura familiar do Ministério do Desenvolvimento Agrário, Adoniran Sanches Peraci, apresentou três linhas de crédito voltadas a este público, que permitem a captação de recursos com juros subsidiados. O Pronaf Agroindústria, o Pronaf Custeio e Comercialização de Agroindústrias Familiares e o Pronaf Cota-Parte.
Segundo o secretário de Agricultura do Paraná, Valter Bianchini, hoje o volume de aporte financeiro do Pronaf no Estado é satisfatório, chegando a R$ 1,5 bilhão, dos quais R$ 400 milhões são investidos através de programas do governo do Estado. A estratégia agora, segundo ele, é que estes investimentos sejam levados também para as atividades agroindustriais através das cooperativas.
Para o presidente da Cooperativa Agrícola de Campo do Tenente (Cooperante), Guilherme Grein, o reenquadramento do Pronaf veio em boa hora. A grande novidade foi a possibilidade de receber benefícios do Pronaf enquanto pessoa jurídica. Com isso será possível reduzir a taxa de juros, que atualmente é de 6.75%, para 3% ao ano. Para se enquadrar no programa, ele precisa que 90% dos seus cooperados pratiquem a agricultura familiar, hoje este índice estaria em 85%. Para atrair mais produtores ele pensa até em promover uma campanha de adesão na região.

mockup