Mudanças na Previdência deixam de ser 'tabus'
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terça-feira, 24 de abril de 2007
Folhapress 
Brasília - O economista Fábio Giambiagi, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), defendeu ontem um leque de modificações no sistema previdenciário, durante reunião do Fórum Nacional de Previdência. Para o especialista, algumas propostas, como a adoção de idade mínima para acesso às aposentadorias e redução da diferença de cinco anos do tempo de contribuição exigido para homens e mulheres já são temas maduros no País. ''Há uns anos atrás eram quase tabus, mas hoje há bem mais espaço para discussão e menores resistências'', afirmou Giambiagi.
O especialista é favorável ainda à desvinculação do salário mínimo dos benefícios previdenciários. Hoje, 67% das aposentadorias e pensões pagas pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) correspondem ao piso de um salário mínimo. O Fórum, criado por decreto presidencial, fez ontem sua quarta reunião e tem até agosto para pensar um novo modelo previdenciário.
Entre os principais pontos defendidos por Giambiagi estão a adoção da idade mínima de 60 anos (homens) e 55 anos (mulheres) para aposentadorias por tempo de contribuição, com um tempo de transição de oito a dez anos para sua efetiva implantação, o que afetaria quem já está no mercado de trabalho. Para os novos trabalhadores, no momento em que a reforma estivesse em vigor, a idade exigida já seria maior, de 63 anos (mulheres) e 65 anos (homens). Em outra vertente, o especialista também propôs que se aumente gradualmente dos atuais 13 anos para 25 anos o tempo mínimo de contribuição à Previdência.
O ministro da Previdência, Luiz Marinho, evitou comentar as propostas de Giambiagi, mas reafirmou que a idéia do governo é não mexer com os atuais trabalhadores, no que se refere à aposentadoria.


