Mudanças na Ceasa beneficiam consumidor
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segunda-feira, 30 de julho de 2007
Erika Zanon<br>Reportagem Local 
A partir de amanhã a Central de Abastecimento de Londrina (Ceasa) vai exigir nota fiscal dos empresários e produtores que comercializam produtos no local. A medida atende um preceito legal do órgão e tem por objetivo beneficiar o consumidor, que terá mais confiança da origem e qualidade do produto que adquire. Na mesma data, a Ceasa também começará a implantar o processo de certificação de origem e armazenamento dos alimentos.
Segundo o gerente regional da Ceasa, Ismael Batista da Fonseca, a exigência de nota fiscal faz parte do regulamento interno do órgão, mas não estava sendo cumprida. ''Não sei por que não estava sendo exigido a nota fiscal. O procedimento é fundamental para saber as origens dos produtos e assegurar o consumidor do que ele está comprando'', frisou Fonseca, que assumiu a gerência da Ceasa em Londrina há pouco mais de um mês.
Além dos benefícios diretos ao consumidor e ao próprio fornecedor, observou ele, apresentar nota fiscal significa o pagamento de impostos tanto municipais, quanto estaduais e federais, o que resulta em mais investimentos para a população. ''Todo mundo sai ganhando'', salientou. Fonseca ressaltou que haverá funcionários responsáveis para verificar as notas fiscais, observando se as descrições dos produtos estão corretas.
Já a implantação do Certificado Fitosanitário de Origem (CFO) acontecerá gradualmente. A medida tem sido exigida pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), com o objetivo de melhorar a qualidade dos produtos agrícolas que chegam à mesa do brasileiro. Os requisitos técnicos para as certificações de armazéns estão em Instrução Normativa do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.
Conforme Fonseca, em um primeiro momento a certificação vai acontecer com a banana e as frutas cítricas. ''São um dos alimentos que mais apresentam doenças, por isso a importância de começar por eles'', disse o gerente da Ceasa. A tendência, de acordo com ele, é estender esse processo aos outros produtos. Fonseca destacou que os funcionários da Ceasa vão passar por treinamento para realizar os procedimentos. Um técnico da Secretaria Estadual de Agricultura e Abastecimento (Seab) acompanhará os trabalhos iniciais.


