O preço médio do etanol hidratado continua em queda em diversas regiões do País. De acordo com o Levantamento de Preços da Agência Nacional do Petróleo (ANP) realizado entre os dias 22 e 28 de maio, houve uma diminuição de 4,58% no Brasil, com média de R$ 1,98 o litro. No Paraná a redução foi ainda maior - 9,62% - com os valores mínimo e máximo, em Londrina, entre R$ 1,49 e R$ 1,79. A média na cidade ficou em R$ 1,62.
Entretanto, esta discrepância em comparação à queda nacional e de outros estados está camuflada. De acordo com Roberto Fregonese, presidente do Sindicombustíveis/PR, houve uma alteração no sistema tributário do Estado no dia primeiro de maio, o que fez que algumas companhias faturassem o produto por um preço menor no período. ''Houve uma mudança no sistema tributário de MVA (Margem de Valor Agregado) para PMPF (Preço Médio Ponderado Final). Como houve um recolhimento menor, haverá uma correção da tributação esta semana'', explica Fregonese.
Isto significa que certamente haverá um aumento do preço do álcool nos próximos dias. O representante do Sindicombustíveis diz que o consumidor, em alguns casos, está pagando o preço faturado pelas companhias. ''A Petrobras, por exemplo, está faturando o etanol a R$ 1,67. Esta correção na tributação será repassada ao consumidor''.
Outro fator que deve influenciar no aumento é que o custo de produção do álcool também voltou a subir. O levantamento semanal do Cepea/Esalq aponta que em duas semanas houve um aumento de seis centavos para a indústria, passando de R$ 0,96 para R$ 1,01 o litro entre os dias 23 e 27 de maio. ''Na região de Maringá, o etanol chegou a atingir R$ 1,45 para o consumidor. Para que toda a cadeia fique satisfeita, o interessante é que o valor da produção fique na casa de R$ 1 (litro), uma margem boa para cobrir os custos'', explica Adriano da Silva Dias, superintendente da Associação de Produtores de Bioenergia do Estado do Paraná (Alcopar).
De acordo com Dias, as 27 usinas do Paraná ''estão a todo vapor'' e conseguindo suprir a demanda de consumo. A expectativa é que o Estado produza, durante a safra, 1,7 bilhão de litros de etanol e 3,4 milhões de toneladas de açúcar. O País deve fechar a produção em 26,5 bilhões de litros de álcool e 34 milhões de toneladas de açúcar. ''A pressão do início da safra diminuiu. As usinas estão com um bom aproveitamento de tempo, já que não está chovendo nos últimos tempos''.

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