Mudança na Inepar valoriza ações
Carmem Murara
De Curitiba
O presidente do Grupo Inepar, Atilano de Oms, divulga hoje, no Rio de Janeiro, o resultado de um trabalho de reestruturação organizacional na empresa. O novo formato para a Inepar foi montado e coordenado pela empresa de consultoria Arthur Andersen e prevê a fusão das divisões de Indústrias e Construções. O trabalho foi elaborado com mais intensidade nos últimos dois meses, com a meta de dar maior competitividade para os setores de atuação da companhia paranaense. O anúncio de remodelagem agitou o mercado financeiro, ontem, a ponto de provocar aumento acima da média nas ações da Inepar.
As ações da holding Inepar Indústria e Construção começaram o dia com alta de 3,86% e chegaram a 5,44% de alta por volta das 16 horas, liderando o ranking dos papéis mais valorizados. Na mesma hora, o Ibovespa índice que mede a cotação das maiores empresas que comercializam na bolsa era de alta de 0,96%. Em seguida apareciam as ações do Itaú, Bradesco e Cemig (Centrais Elétricas de Minas Gerais) com as melhores valorizações do pregão.
A diretoria da Inepar e a Arthur Andersen tentaram manter em sigilo as mudanças que ocorrerão na empresa. Mas os investidores acabaram especulando, com base em informações anunciadas há dois meses. Quando comunicou a intenção de se reestruturar, a diretoria da Inepar havia dito que passaria a ter três divisões operacionais: energia, telecomunicação e uma que seria oriunda da fusão.
A reestruturação organizacional é o primeiro passo para uma etapa posterior que prevê a reorganização societária. Os consultores da Arthur Andersen sugerem novo modelo de gestão baseado na especialização e concentração de atividades específicas nos centros de excelência do grupo. Uma das metas é colocar imóveis para venda.
A holding da Inepar teve um lucro de R$ 19,6 milhões, no primeiro semestre deste ano. O resultado reflete o processo de transferência da maior parte das atividades operacionais para as subsidiárias. O balanço trimestral aponta ainda que houve uma forte redução do passivo consolidado que caiu em R$ 940,1 milhões pela venda da participação na Telemar operadora telefônica de 16 Estados no Nordeste, Norte e Sudeste.





