Mudança na economia aparecerá só em 2015
A expectativa para a economia brasileira em 2014 é de repetir os resultados de 2013. Analistas acreditam que não há chance de recuperação em médio prazo para indústria, que a taxa básica de juros (Selic) deve ser mantida acima de 10% e que o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) deve ficar na casa dos 2%. A boa notícia é que eles não enxergam motivos para aumento do desemprego.
O presidente do Sindicato de Economistas de Londrina, Ronaldo Antunes, afirma que a tendência é que o Banco Central eleve a Selic mais uma vez e espere para ver os resultados dos reajustes promovidos desde abril de 2013. "Teremos crescimento como o de 2013, mas desemprego igual, baixo, que é nosso único índice bom. O problema é que a produtividade do trabalho também é baixa, o que ajuda a deixar os custos mais altos", diz.
A professora de economia Fátima Campos, da Universidade Estadual de Londrina (UEL), considera que a Copa do Mundo poderia representar um movimento de crescimento e de alta na inflação, mas será apenas de recuperação porque algumas atividades estão desaquecidas. "É só conversar com lojistas para perceber que, mesmo para o Natal, as compras foram mais modestas no ano (2013)."
Fátima diz que "piorar sempre é possível", mas acredita que os próximos índices de crescimento serão próximos aos de 2013, ano que representa uma base de comparação fraca. "Não deve ser de grandes comemorações, a não ser para setores como turismo e serviços", conta.
Ainda, Antunes lembra que os resultados de concessões, como de rodovias e aeroportos, devem aparecer apenas em 2015, já que os projetos estão em fase inicial. Ano em que ele espera que ocorram mudanças na política econômica nacional, com cortes de gastos em custeio. "Em 2015 vamos precisar de um ajuste fiscal muito sério se quisermos trazer a inflação mais para o centro da meta e crescer", diz, ao prever dificuldades na reposição salarial para servidores públicos, por exemplo. (F.G.)





