São Paulo - As novas contas telefônicas com a cobrança das ligações em minutos já começaram a chegar nas residências dos consumidores. De acordo com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), o fato não provocou aumento no número de reclamações do setor. Pelo menos, 30% dos consumidores já aderiram ao plano de minutos.
Do total de 35,3 milhões de usuários da telefonia fixa no País, pelo menos 26,5 milhões deles já aderiram ao plano básico oferecido pelas operadoras em cumprimento de uma regra estabelecida pela Anatel. Outros 8,8 milhões de usuários já tinham o plano de minutos que existe no País desde 2006. A migração obrigatória começou no final de junho de 2007.
No entanto, para muita gente a mudança passou despercebida. Números da Anatel revelam que apenas 2% dos consumidores solicitaram o detalhamento da conta, que é gratuito. Outros 70% passaram automaticamente para a cobrança de minutos.
Por isso, é bom ficar atento a algumas dicas. Todas as operadoras são obrigadas a fornecer o detalhamento da conta por, no mínimo, três meses, de forma gratuita e quando solicitado. O usuário ainda pode pedir uma simulação das outras possibilidades de planos para depois migrar entre eles. E ainda, consultar o Procon.
Sercomtel - A primeira etapa da nova modalidade de cobrança do serviço de telefonia ocorreu normalmente na Sercomtel. Segundo a assessoria de imprensa da companhia, o setor de call center recebeu apenas ligações de clientes para consultar as mudanças, mas não teve reclamações.
O gerente da área de faturamento da Sercomtel, José Luiz Del Fiol, acredita que o resultado seja reflexo da divulgação dessas modificações. ''Desde janeiro estamos enviando cartas aos clientes explicando detalhadamente as mudanças. Sem contar toda a divulgação feita pela imprensa'', pontuou Del Fiol.
De acordo com ele, após as alterações da forma de cobrança, 49% dos clientes optaram pelo plano básico da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), com franquia de 200 minutos, com taxa básica de R$ 39,20, que era o mais parecido com o plano anterior. Outros 1,5% dos clientes ficaram com o plano alternativo, que oferece franquia de 400 minutos. O restante dos clientes, 49,5%, optou pelos diversos planos alternativos da própria Sercomtel. Apenas 1% migrou de plano.
''Os clientes tiveram tempo para avaliar se queriam mudar e os planos são bastante flexíveis'', comentou o gerente. Del Fiol acrescentou que os planos foram criados pela Anatel e conforme a média de consumo. Em relação ao custo para o consumidor, ele acredita que não houve alteração já que o faturamento da Sercomtel nessa primeira etapa também não modificou.

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