Curitiba Os postos de combustíveis da bandeira Petrobras em todo o País estão com problemas para conseguir o produto desde segunda-feira, quando a empresa implantou um novo sistema de dados. Em Curitiba, algumas dezenas de postos ficaram sem combustível por até 24 horas. No final da tarde de ontem, a situação estava sendo normalizada.
De acordo com técnicos do Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis do Paraná (Sindicombustíveis), muitos postos tiveram que vender gasolina aditivida pelo preço da gasolina comum, já que esta estava em falta. Outros postos, que normalmente compram da Petrobras mas não têm bandeira, recorreram a outras distribuidoras ontem.
Segundo o gerente do Posto Petrobel, Richard Boiger, o pedido foi feito na segunda-feira e ele realizou o pagamento na terça-feira, para que o carregamento chegasse ontem de manhã. Até o meio da tarde o combustível não havia chegado. ''Não me deram nenhuma previsão de chegada. Falaram ontem que tinha que mandar um fax com o comprovante de pagamento para liberar a entrega, mas não era isso que estava combinado'', relatou.
Boiger disse que é difícil estimar o prejuízo pela falta de combustível. ''O prejuízo não é só da falta de produto. O problema é que sem combustível, a loja de conveniências fica vazia e os clientes ficam desconfiados quando chegam aqui e não tem gasolina. Para eles, não importa se o problema é com a Petrobras'', afirmou. O proprietário do Posto Américo, Américo Toledo, ficou quase 24 horas sem combustível pelo atraso da Petrobras. ''Ainda tenho que levantar quanto eu deixei de vender'', relatou.
A Petrobras informou que está fazendo migração do sistema, que foi implantado na segunda-feira e que por isso é normal que postos de combustíveis em todo o Brasil apresentem algum tipo de problema. Segundo a assessoria de imprensa da Petrobras, o problema estará resolvido até o final desta semana, e o novo sistema trará mais vantagens para toda a rede.
Preços O litro da gasolina em Curitiba pode ser encontrado por preços que variam de R$ 1,599 a R$ 1,829, uma diferença de até 14,38%. O levantamento foi feito pela Coordenadoria de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon), que percorreu 66 postos da Capital na terça-feira. O menor valor da gasolina teve alta de 8% em relação ao verificado na pesquisa anterior, de 27 de junho, que era de R$ 1,479. Na gasolina aditivada, a diferença é de 13,88%, com os valores entre R$ 1,650 e R$ 1,879. O litro do álcool pode ser encontrado de R$ 0,729 a R$ 0,990, variação de 35,80%.

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