Possível pré-candidato do governo ao Planalto, Henrique Meirelles quer evitar desgaste político com o rebaixamento
Possível pré-candidato do governo ao Planalto, Henrique Meirelles quer evitar desgaste político com o rebaixamento | Foto: Valter Campanato/Agência Brasil



Brasília – O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, voltou a destacar nesta sexta-feira, 12, em entrevista coletiva, que a agência Standard & Poor's (S&P), apesar de ter cortado o rating do País, melhorou a perspectiva da nota brasileira, de negativa para estável. "Significa que existe previsão de estabilidade por um período", afirmou Meirelles.

Possível pré-candidato do governo à eleição para a Presidência, o ministro é o maior interessado em interpretar o rebaixamento de forma positiva. Ele afirmou ainda que a mudança no rating brasileiro, para melhor, será uma "questão de tempo", mencionando a confiança na aprovação da Reforma da Previdência ainda neste semestre. "Estamos confiantes e seguros de que a reforma será aprovada. Como outras medidas já foram", acrescentou. "Estamos no caminho certo. Isso está claro. É importante."

Ele citou ainda pontos abordados pela agência ao tratar da redução da nota do País, como a continuação do crescimento econômico, da inflação sob controle e a aprovação da reforma da Previdência, qualificada por Meirelles como "fundamental", e de outros projetos de ajuste fiscal. "Continuamos afirmando que, em nossa avaliação, serão aprovados", disse. "Já manifestamos isso aqui e no exterior."

Meirelles listou uma série de projetos que influenciam a área fiscal que já foram aprovados ou estarão em andamento. Entre eles, o ministro lembrou do projeto de reorientação da folha "já este ano", da mudança da tributação dos fundos de pagamento, e do adiamento do aumento dos funcionários públicos, "que está sendo julgado no judiciário". "Tudo isso, nos parece que será favorável", afirmou.

O ministrou lembrou ainda que o Congresso Nacional aprovou o teto de gastos, considerado fundamental para o País. Ele mencionou ainda a aprovação da reforma trabalhista, da lei de governança das estatais, da Taxa de Longo Prazo (TLP), do cadastro positivo (ainda em tramitação) e da duplicata eletrônica. "Existe histórico de aprovação (no Congresso) de questões relevantes para o País. (Isso) deve continuar ocorrendo", afirmou.

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